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Com Saudades de Sopa?

por Moira, em 03.09.10

No verão como muito mais saladas e fruta que praticamente deixo de fazer sopa, embora a coma todos os dias no refeitório da empresa, feita pelas hábeis mãos de duas cozinheiras excepcionais, e digo-vos se as sopas da minha mãe são para mim as melhores do mundo acreditem que as delas vêm logo a seguir e não estou a dar graxa porque elas nem sabem que eu tenho um blog.

Na semana passada, apesar do calor que se fez sentir, não sei se foi a vontade de fotografar estes feijões se as saudades de uma sopa que me levaram a comprar este extraordinário feijão de debulhar, que é como se chama na minha terra ao feijão novo, já formado mas ainda por secar.

Ao longo do tempo de existência deste blog que tenho vindo a coleccionar fotografias de frutas e legumes por puro prazer, e estes feijões, que se me apresentaram de imediato fotogénicos ainda não faziam parte dessa colecção.

Sopa de Feijão de Debulhar

Ingredientes:

  • 1 chávena de feijão
  • 1 nabo pequeno
  • 1 cebola média
  • 2 cenouras
  • sal e azeite q.b.
  • 1 colher de sopa de coentros picados

Preparação:

Cozer o feijão com o nabo, a cebola e as cenouras apenas cortados ao meio, quando a cenoura estiver cozida o feijão também estará. Retirar uma parte do feijão, triturar o resto, juntar de novo o feijão que tinhamos reservado, adicionar os coentros picados e uma colher de sopa de azeite, deixar levantar fervura e servir.

 

Nota: Este feijão também pode dar pelo nome de feijão maduro.

Se o conhecerem por outros nomes digam-me é sempre bom saber.

Se gostarem podem acrescentar um pouco de arroz cozido, como fazia a minha avó, ou uma massinha, eu cá prefiro simples.

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publicado às 00:10

Serão Favas Contadas?

por Moira, em 26.04.10

Expressões "como vai à fava", "são favas contadas" ou "até vir a mulher da fava rica" são comuns entre os Lisboetas e um pouco por todo o país, todas elas têm uma conotação positiva, e mesmo apesar de muitos não gostarem de favas, elas são uma das leguminosas mais apreciadas desde a antiguidade até aos dias de hoje.

"São favas contadas" diz-se de algo que já está ganho, "Vai à fava" ao contrário do que parece não é negativo, a expressão completa é "Vai à fava enquanto a ervilha não chega" o que significa sem sombra para dúvidas: aproveita enquanto é tempo!

Já "até vir a mulher da fava rica" é uma das minha favoritas, por estar associada às histórias da minha avó, que apesar de não ser Lisboeta, viveu a maior parte da sua vida em Lisboa, foi ela que me contou a maioria das histórias de Lisboa que ainda consigo guardar na memória.

No início do século passado um dos muitos pregões que ecoavam pelas ruas de Lisboa era "Olhaaaa a fava-ricaaaaaaaaaaa!"

Fava rica era a fava que depois de seca era cozida e refogada em azeite, alho e pimenta. Era apregoada e vendida pelas ruas de Lisboa e ao que parece era um petisco muito apreciado que tanto podia servir de base de uma sopa como a que hoje vos trago ou ser simplesmente servido com uma fatia de pão saloio.

O mais curioso para mim nesta sopa, que é a sopa de fava da minha mãe, é que ela sempre a fez assim e não gosta de favas.

Sopa Aveludada de Favas (para 2 pessoas)

Ingredientes:

  • 1 cebola grande
  • 1 dente de alho
  • 1 batata pequena (opcional)
  • 1 cenoura
  • 2 chávenas de favas descascadas
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de coentros picados

Preparação:

Leve um tacho ao lume com todos os ingredientes descascados e cortados em pedacinhos, excepto os coentros, tempera-se com sal e uma colher de sopa de azeite, quanto estiver cozido tritura-se, polvilha-se com os coentros picados e serve-se quente.

 

Nota Importante: Tem que se descascar a fava e depois retirar a película que envolve a fava em si, caso contrário a sopa não ficará aveludada e terá uma cor castanha. Habitualmente descasco para a sopa as favas que se apresentam com um "olho" preto cuja casca é mais rija conforme foto acima. Também pode adicionar à sopa no final umas tirinhas de bacon frito ou pão torrado, eu prefiro assim simples só com coentros.

Para quem estiver interessado a tigela e o prato de barro são de Reguengos de Monsaraz, Alentejo.

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publicado às 14:31

Uma Sopa Diferente

por Moira, em 19.01.10

Quando eu vi esta receita e a respectiva foto não tive dúvidas de que ia gostar disto.

Assim, e como ando a limpar o frigorifico, retirei de imediato uma caixa de feijão frade que tinha cozido há um mês atrás e lancei mãos ao trabalho, só me faltavam os coentros, mas tenho a sorte que a minha cunhada vive no meu prédio e fui-lhe bater à porta a pedir os ditos, meia-hora depois o jantar estava pronto e garanto-vos que apesar de poder parecer uma combinação estranha estava muito bom.

Acompanhamos com umas fatias de pão rústico tostado, mas se fosse pão naan teria ficado ainda melhor.

Sopa de Feijão Frade com Caril

Ingredientes:

  • 2 chávenas de feijão frade
  • 1 chávena de água
  • 1 colher de chá de açafrão em pó (curcuma)
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 colher de café de cominhos moídos
  • 1 colher de café de coentros moídos
  • 1,5 cm de gengibre, descascado e ralado
  • 1 tomate maduro grande, ou dois pequenos
  • 1 colher de coentros picados

Preparação:

Aquecer a água, juntar o açafrão e o feijão frade e reservar.

Entretanto fazer um refogado com o azeite, a cebola, os dentes de alho e os cominhos e deixar cozinhar por 10 minutos.

Adicionar o tomate pelado e picado, temperar com uma pitada de sal, juntar os coentros moídos, o gengibre ralado e o feijão frade juntamente com a água e deixando cozinhar por mais uns 10 minutos para apurar.

Polvilhar com os coentros ralados e servir bem quente com umas fatias de pão rústico ou pão naan.

Nota: Junto com a cebola adicionei uma cenoura cortada muito fina.

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publicado às 23:41

Tertúlias da Margarida

por Moira, em 05.11.09

Digna representante do Reino dos Algarves, como eu carinhosamente a apelido, a convidada de hoje é a Margarida do Blog  Figo Lampo , um blog que a par com a culinária do dia a dia se esforça por difundir, e muito bem, a gastronomia algarvia.

A Margarida, é também uma das pessoas que eu já tive o privilégio de conhecer, é divertida, simpática e tem queda para versejar, assim sendo hoje temos poetiza na cozinha e a gerência do Tertúlia de Sabores está hoje por sua conta:

 

"O Figo Lampo engalanou-se e vestiu-se a rigor, como manda a comemoração.

A cozinheira arregaçou mangas e entre panelas e tachos dedicou-se à criação.
Ao lume o caldo borbulhava e o aroma não deixava enganar.
A algarvia de gema preparava um banquete que à Moira sabia ia agradar.
À saída do forno já esperava a colher que, sem demoras, se afundou sofregamente.
Provada, aprovada e fotografada estava pronta a seguir destino. Do remetente,
levava apenas uma mensagem de amizade e felicitação:
“que esta data seja sempre comemorada com alegria e boa disposição!”
E agora, para quem não conhece a nossa querida Manuela,
Resta-me dizer que a simpatia e o talento são características daquela,
Que entre a cidade e a terrinha,
sonhava com uma antiga frigideira de ferro na sua cozinha!
 

Para assinalar esta data decidi escolher uma receita típica do Algarve e, ao mesmo tempo, uma receita semelhante já publicada pela Moira. Por sorte, a primeira sopa publicada no Tertúlia foi mesmo uma sopa de peixe. Aqui fica então a minha contribuição para comemorar os dois anos deste blogue!"

Fotos da autoria da Margarida, gentilmente cedidas para este evento.

 

Sopa Folhada de Peixe
Ingredientes:
  • 1 cabeça de garoupa + 1 rabo
  • 200 gr de camarão
  • 2 cebolas
  • 2 dentes de alho
  • 200 gr de tomate sem pele nem sementes
  • 1 dl de vinho branco seco
  • 1 folha de louro
  • 1/2 ramo de coentros
  • 1 mão cheia de massa cotovelinhos
  • massa folhada
  • azeite
  • sal e pimenta q.b.
Preparação:
Numa panela leve ao lume o peixe, os camarões, uns pés de coentros, uma cebola partida ao meio, um dente de alho, a folha de louro e o sal. Retire as polpas do rabo do peixe e da cabeça. Coe a água da cozedura e reserve.
Corte a cebola em rodelas, lamine o alho e refogue no azeite. Junte o tomate, os coentros e o vinho e deixe cozinhar por uns minutos até evaporar. Passe tudo com a varinha mágica. Junte a água da cozedura e deixe levantar fervura. Adicione a massa e deixe cozinhar uns minutos. Junte as polpas do peixe e os camarões descascados.
Estenda a massa folhada, corte quatro círculos de massa folhada um pouco mais largos que a boca das tigelas refractárias onde vai servir a sopa. Pincele os rebordos das mesmas com água e tape-as com a massa folhada, unindo-as bem às tigelas.
Leve a forno pré-aquecido a 200º durante 10 minutos. Sirva de imediato.

Fotos da autoria da Margarida, gentilmente cedidas para este evento.

 

Tenho dado conta ao longo destes dias que os leitores pensam que eu tenho provado as iguarias sugeridas pelos convidados, e isso têm-me divertido, confesso que não tenho provado até porque vivemos em pontos distantes uns dos outros, mas hei-de provar, vou fazer, um a um todos os pratos sugeridos nestes dias de festa.

À Margarida um muito obrigado, dela esperava algo tradicional, porque a isso já nos habituou, mas ao presentear-me com algo tradicional e ao mesmo tempo requintado deixou-me verdadeiramente comovida.

Espero que tenham gostado de mais uma sugestão fantástica desta minha convidada.

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publicado às 00:10

De roxo se fez uma sopinha

por Moira, em 13.09.09

Hoje é o dia do Roxo, a minha cor preferida de sempre, há anos que uso roupa roxa, mesmo quando não é uma das cores da moda, tenho sapatos roxos, malas roxas, a minha agenda é roxa, a parede do escritório está pintada de lilás, uma variante do roxo, tenho pratos com flores lilases e roxas, por isso é fácil de imaginar que é mesmo a minha cor preferida.

Na natureza existem alguns alimentos, cuja cor exterior é o roxo, no entanto, o interior é quase sempre branco.

Passei semanas pensando na receita que iria colocar aqui neste dia da cor e depois de algumas experiências falhadas, acabei por optar, mais uma vez, por uma receita muito simples, uma sopa que vi faz muito tempo no Il Cavoletto di Bruxelles e posteriormente no blog da Tangerina Aderente. A cor da sopa fascinou-me e apesar de eu não ser uma grande fã de sopas passadas a cor desta em particular chamou-me a atenção.

No entanto não segui a receita de nenhuma das duas porque não consegui imaginar uma sopa com maçã, inspirei-me apenas na cor, e utilizei apenas ingredientes cuja cor exterior fosse roxa.

Creme de Couve Roxa

Ingredientes:

  • 1 Couve Roxa pequena fatiada
  • 2 Cebolas Roxas picadas
  • 1 Nabo cortado aos cubos
  • 1 Dente Alho picado
  • 1 Batata Roxa pequena aos cubos
  • 2 colheres de sopa de Azeite
  • 1 Fatia de Presunto

Preparação:

Refogar as cebolas e o alho picado, no azeite, só até ficar translúcido, adicionar a batata e o nabo e um pouco de água, adicionar a couve e deixar cozer.

Triturar tudo e servir quente com um pouco de presunto picado por cima.

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publicado às 15:23







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