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As Filhoses da Minha Mãe

por Moira, em 07.01.18

No Dia de Reis costumo fazer Bolo Rainha, este ano resolvi fazer as filhoses da minha mãe, por várias razões.

A minha mãe, com 80 anos feitos, é uma excelente cozinheira, e como a maioria dos que sabem cozinhar bem faz quase tudo "a olho", sendo praticamente impossível obter uma receita. Este Natal resolvi ir para o pé dela com o pretexto de ajudar e não a deixei colocar nada no alguidar sem ser préviamente pesado, pelo que finalmente aprendi a fazer estas filhoses que são tradição na família desde tempos remontam pelo menos às minhas bisavós, materna e paterna.

E como a melhor forma de consolidar conhecimento é passar à prática, resolvi fazê-las para festejar o Dia de Reis e encerrar a quadra natalícia.

Mas vamos ao que importa, as filhoses da minha mãe. Apesar de redondas não são sonhos, são filhoses de abóbora, não levam ovos, nem açúcar na massa e são do tipo das que se fazem na Beira Litoral. ao longo dos anos sofreram ligeiras alterações introduzidas pela minha mãe que as começou a enriquecer, acrescentando frutos secos à massa. Se preferir as tradicionais basta não acrescentar os frutos.

Filhoses de Abóbora com Frutos Secos

Ingredientes:

1500 g de abóbora cozida com a casca de uma laranja

1000 g de farinha de trigo

sal q.b. para temperar a abóbora

1 cálice de boa aguardente (ou grappa italiana também serve)

1 saqueta de fermipan (11g de fermento granulado de padeiro)

1 caneca de frutos secos variados (passas de uva sem grainhas, pinhões, nozes, etc.)

Preparação:

De véspera cozer a abóbora com a casca de laranja e uma pitada de sal. Depois de cozida guardar alguma água (pode vir a ser necessária ou não), e colocar a abóbora e a casca de laranja num passador para escorrer a água. Isto é importante, porque se a abóbora for com muita água para a massa as quantidades dadas nesta receita já não resultam.

Na manhã seguinte triture a abóbora com a casca de laranja e coloque num alguidar ou numa taça bastante grande, não se esqueça que a massa vai levedar e dobrar de volume.

Adicione 1 cálice de boa aguardente, junte o fermento e aos poucos vá juntando a farinha e vá batendo até a massa começar a fazer bolhas, Quando isso acontecer, junte os frutos secos mexa mais um pouco. Tape o alguidar com um pano e tape-o com um cobertor por um bom par de horas, 2 a 3 horas até a massa dobrar de volume.

Ao fim desse tempo, coloque uma frigideira funda ao lume e deite óleo, de preferência novo, não vamos querer filhoses a saber a rissóis, batatas fritas ou pastéis de bacalhau, certo ?

Deixe o óleo aquecer bem, antes de começar a fritar colheradas de massa. Fritar a massa também tem segredos, se colocar grandes porções a massa vai ficar dourada por fora e crua por dentro, por isso e para não ter tentações o melhor é usar uma colher de sobremesa ou uma colher de sopa das pequenas. Vai retirando pequenas porções com uma colher e com outra ajuda a massa a cair da colher para dentro do óleo. A massa vai ao fundo e depois vem ao de cima, vá virando as filhoses de vez em quando para ficarem douradas por igual e fritas por dentro. Isto demora cerca de 8 a 10 minutos mais ou menos. Retire as filhoses do óleo, escorra-as bem em papel absorvente e passe-as por açúcar e canela.

 

Notas importantes:

Pode bater a massa à mão se isso lhe der prazer, mas depessa vai ficar cansada e uma batedeira normal, daquelas de bater as claras vai fazer exactamente o mesmo trabalho com menos esforço.

A massa deve ter a consistência da massa de um bolo, se ela começar a subir pelas varas da batedeira e a formar uma bola cá em cima, quer dizer que está demasiado espessa, a solução é acrescentar um bocadinho da água da cozedura que guardou, mas só umas colheradas de cada vez, para não ficar muito líquida.

Quanto à aguardente, tem de ser mesmo aguardente, nada de whisky, brandy, vodka ou outras bebidas do tipo porque o sabor nunca será o mesmo.

Quando fritar as primeiras filhoses, o meu conselho é que abra uma para ter a certeza que está cozida por dentro, assim é sempre mais fácil calcular o tempo para as restantes.

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