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À moda da minha Terra

por Moira, em 15.09.16

Isto de ir almoçar a casa da minha mãe tem destas coisas: Primeiro, nunca sei o que vai ser o almoço, na maioria das vezes ela improvisa e nisso decerto tenho a quem sair. Segundo, por vezes tenho a sorte de ela fazer pratos tradicionais da minha terra dos quais eu não fazia nem ideia que existiam.

É o caso desta frigideira de sardinhas (ou será Sardinhas de frigideira?) que é tão, mas tão simples de fazer e, para quem gosta de sardinhas, absolutamente delíciosa.

Frigideira de Sardinhas à moda da Figueira da Foz

Frigideira de Sardinhas à Moda da Figueira da Foz

Ingredientes:

  • 8 sardinhas, sem cabeça e sem tripas
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 tomates médios, sem casca e sem sementes picados
  • meio pimento vermelho, sem casca e cortado aos cubinhos
  • 1 folha de louro
  • 1 copo de vinho branco
  • uma pitada de sal

Preparação:

Numa frigideira colocar o azeite, a cebola, o alho, o tomate, o pimento, o louro e deixar estufar. Temperar com uma pitada de sal, acrescentar o vinho branco e deixar cozinhar cerca de 15 a 20 minutos em lume brando.

Quando o molho estiver cozinhado, colocar as sardinhas por cima e deixar escalfar com uma tampa por cima cerca de 5 a 10 minutos. Se achar necessário pode virar as sardinhas com a ajuda de um grafo a meio da cozedura.

Sirva com batata cozida com pele e uma salada verde.

 

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publicado às 16:43

De escabeche

por Moira, em 09.08.13

Esta é uma receita pouco saudável, contudo, deliciosa, principalmente porque faz parte das memórias da minha família.

Dizem que a minha bisavó a fazia com mestria e os peixinhos fritos (habitualmente petingas ou carapaus) com molho de escabeche conservavam-se durante meses (tenho dúvidas, mas era o que a minha avó contava), já que, depois de acondicionadas em latas fechadas, seguiam de barco até ao meu bisavô que na época andava por terras de São Tomé. Não sei exactamente porque ela o fazia, já que por terras africanas sempre se comeu muito bem, provavelmente seria apenas para que o meu bisavô matasse saudades da sua terra natal.

Não sei como era a receita da minha bisavó, mas esta, da minha comadre Rosa ficou bem supimpa e fez as delicias de quem provou à laia de petisquinho.

Petingas de Escabeche

Ingredientes:

  • 500 g de petingas (sardinhas pequeninas)
  • sal, farinha e óleo q.b.

Para o Molho de Escabeche:

  • 1 cebola grande finamente fatiada
  • 2 dentes de alho
  • 1 dl de azeite
  • 1 folha de louro
  • 1 colher de sopa de polpa de tomate
  • 1 a 2 colheres de sopa de vinagre

Preparação:

Polvilhar as sardinhas com um pouco de sal e reservar por cerca de meia hora.

Passar as sardinhas por farinha de trigo, fritá-las em óleo quente e escorrer sobre papel absorvente.

Entretanto preparar o molho. Colocar o azeite numa frigideira e fritar a cebola, o alho e o louro em lume muito brando. Quando a cebola ficar translúcida, adicionar a polpa de tomate, mexer bem e deixar cozinhar mais um ou dois minutos. Retira-se do lume, junta-se o vinagre, mexe-se bem e verte-se sobre as petingas. Pode servir de imediato ou depois de frio.

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publicado às 00:50

convidei para jantar - escritores contemporâneos

por Moira, em 15.06.12

Sempre vivi com livros à minha volta e os meus gostos literários são bastante diversificados, mas tenho um especial carinho pela literatura latino-americana.

Laura Esquível, Vargas Llosa, Isabel Allende, Pablo Neruda, Paulo Coelho, são alguns dos meus preferidos, mas a cereja no topo do bolo é para mim Gabriel Garcia Marquez, escritor colombiano nascido a 6 de Março de 1927.

O primeiro livro que li de Gabriel Garcia Marquez foi "Cem Anos de Solidão" e dessa leitura surgiu uma enorme curiosidade para ler outras obras dele, foi assim que um após o outro li quase todos os seus livros.

"Cem anos de Solidão" é considerada um marco da literatura latino-americana e tem a particularidade de ser um dos livros mais lidos e mais traduzidos no mundo inteiro.

"Cem anos de Solidão" é a história da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias e obsessões, mas também com as suas tragédias, incestos, adultérios, descobertas e condenações.

Na obra de Gabriel Garcia Marquez estão sempre representadas fantasia e realidade, tragédia e amor, e as memórias do escritor fundem-se muitas vezes com os personagens dos seus próprios livros.

Foi assim que surgiu a ideia desta receita, porque também ela é feita de memórias, e por isso achei que apesar de simples seria uma boa escolha para um jantar com o meu escritor preferido.

Mas passemos à história da receita, nos meus tempos de menina era costume passar uns dias em casa dos meus tios maternos numa aldeia perto da Figueira da Foz, desse tempo as minhas recordações também se confundem entre a minha imaginação e a realidade. Lembro-me dos preparativos em dia de cozedura de pão e de umas sardinhas que eram postas na telha entre camadas de farinha de milho. Não sabendo ao certo como eram feitas apelei à sabedoria da minha mãe, que me explicou tudo no momento e à falta de uma telha as sardinhas foram para o forno num tabuleiro e se as sardinhas da minha memória me pareciam perfeitas, estas não lhes ficaram atrás.

Com esta receita participo no desafio lançado pela Ana do Anasbagueri e este mês alojado no De Cozinha em Cozinha passando pela minha.

Sardinhas no Forno

Ingredientes:

  • 6 sardinhas
  • sal q.b.
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 1 pitada de "Piment d'Espelet"
  • Farinha de milho branca q.b.

Preparação:

Temperar as sardinhas com o sal e o alho picado, regar com o azeite e deixar marinar cerca de 1 hora.

Polvilhar generosamente o fundo de um tabuleiro com farinha de milho, colocar por cima as sardinhas juntas mas desencontradas, cabeças com rabos. Polvilhar de novo generosamente com farinha e levar ao forno quente a 200º com ventilador durante cerca de 20 a 25 minutos.

Servir com batata cozida com pele ou uma boa salada verde.

 

Nota:

A farinha de milho ensopa com o azeite e a gordura das sardinhas e fica com uma agradável textura e um sabor que faz lembrar a broa de milho. 

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publicado às 22:51

Três Anos de Figo Lampo

por Moira, em 25.07.11

A Margarida está de parabéns, são 3 anos de Figo Lampo, 3 anos de sabores algarvios fotografados a preceito, 3 anos de partilha e amizade, tudo bons motivos para celebrar e é isso que vamos fazer, celebrar o 3, que como diz o povo, é a conta que Deus fez.

Para esta celebração queria fazer uma receita com apenas 3 ingredientes, mas não consegui, então resolvi utilizar a fórmula de sucesso do Paulo Futre, ou seja 3 + 1.

Um dos ingredientes é o atum de cebolada, tipicamente algarvio e como estamos em pleno Verão esta é uma boa sugestão para "piquenicar" aqui e ali, aproveitando o tempo e as sombras convidativas ao descanso.

Assim para levar na lancheira ou para uma simples refeição ligeira deixo-vos uma sugestão que nasceu a partir de uma lata de Atum à Algarvia, e como ainda estou de férias, bons cozinhados e até Agosto, altura em que estarei de regresso, ao trabalho e ao Blog.

Envelopes de Atum com Queijo Fresco

Ingredientes:

  • 1 embalagem de massa folhada
  • 1 lata de atum à Algarvia
  • 1 queijo fresco pequeno
  • 1 colher de chá de Ervas de Provença (ou outras a gosto)

Preparação:

Escorrer o atum, esmagá-lo com um garfo e misturar com queijo fresco igualmente esmagado e polvilhar com as Ervas de Provença.

Dividir a massa folhada em quadrados de tamanho igual, colocar um pouco da mistura sobre cada quadrado de massa, fechar a massa unindo as pontas e pressionando para selar a massa. Pincelar com gema de ovo dissolvida numa colher de água e levar ao forno quente o tempo suficiente para a massa dourar, cerca de 10 minutos.

Nota: Se não encontrar o atum à algarvia pode fazer um refogado com cebola, alho e tomate e acrescentar uma lata de atum escorrido, deixar evaporar praticamente todo o molho em fogo lento, deixar arrefecer e juntar então o queijo.

Também pode substituir as Ervas de Provença por coentros ou salsa.

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publicado às 00:10


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