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Omelete ou Tortilha ?

por Moira, em 25.01.11

Se alguém me dá ovos eu não faço omeletes, faço tortilhas que é bem mais fácil.

Tenho que confessar aqui que não sei fazer uma omelete, eu bem que tento, mas no final a coisa não fica com aspecto nem de omelete e muito menos de ovos mexidos.

Já me explicaram vezes sem conta como deve estar o lume, o jeitinho para dar a volta, até já vi o video da Julia Child, mas sinceramente, acho que ela também não tinha muito jeito...

Eu não consigo fazer omeletes e por isso faço tortilhas, que mais dá?

O sabor está lá todo, só não leva dobras nenhumas.

Desta vez fiz uma tortilha de sobras, baseada numa conversa com a minha comadre que esteve por cá num destes fins de semana e me falou de uns ovos mexidos com espinafres e alheira ou farinheira, que eu rapidamente transformei numa tortilha para não ficar mal vista com o meu habitual mau jeito para cozinhar ovos.

Tortilha de Espinafres, Alheira e Pinhões

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 2 a 3 colheres de sopa de espinafres cozidos
  • meia alheira grelhada e esfarelada
  • 1 colher de sopa mal cheia de pinhões
  • 1 fio de azeite

Preparação:

Bater os ovos com uma pitada de sal

Aquecer a frigideira anti-aderente com um fio de azeite, deitar metade dos ovos batidos, colocar por cima montinhos de espinafres, a alheira esfarelada e os pinhões, adicionar os restantes ovos e deixar cozinhar com uma tampa por cima por uns 10 minutos em lume brando.

Entretanto deixar deslizar a tortilha para um prato, colocar a frigideira por cima do prato para a virar e voltar a levar ao lume para cozinhar mais 5 a 10 minutos do outro lado.

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publicado às 17:27

Que Bom!

por Moira, em 02.01.11

Para comemorar a chegada do novo ano juntamos-nos com alguns amigos, cada um ficou encarregue de uma tarefa e entre outras coisas eu levei esta entrada que provei recentemente num jantar em casa da Carlota, feito pela engenhosa Pipoka do Three Fat Ladies, duas das pessoas que em 2010 passaram do mundo virtual para o real e por quem nutro um enorme carinho.

Como de costume neste mundo, quem conta um conto acrescenta um ponto, neste caso eu retirei alguns pontos, e vírgulas porque li a receita de viés e fui directa para a cozinha, não tendo prestado atenção a alguns pormenores, mas o resultado foi igualmente bom. É uma entrada que surpreende, não só pela sua apresentação, como também pelo seu sabor delicado.

Bombons de Farinheira e Requeijão

Ingredientes:

  • 1 Farinheira (usei uma do Fundão)
  • 1 Requeijão (usei um normalíssimo)
  • 1 chávena de Sementes de Sésamo tostadas (gergelim)

Preparação:

Tradicional

Retirar a pele à farinheira, esfarelar um pouco e colocar numa frigideira antiaderente em lume brando, virar de vez em quando para dourar por todos os lados e deixar arrefecer completamente.

Triturar a farinheira e misturar com o requeijão até obter uma massa moldável.

Fazer bolinhas mais pequenas que uma noz e passá-las pelas sementes de sésamo tostadas.

 

Bimby / Thermomix

Retirar a pele à farinheira, esfarelar um pouco e colocar numa frigideira antiaderente em lume brando, virar de vez em quando para dourar por todos os lados e deixar arrefecer completamente. Colocar no copo a farinheira e o requeijão e programar 20 segundos, velocidade 6.

Fazer bolinhas mais pequenas que uma noz e passá-las pelas sementes de sésamo.

 

Notas: Para tostar as sementes de sésamo basta colocar as sementes numa frigideira antiaderente e levar ao lume mexendo sempre até elas se apresentarem douradas. Deixar arrefecer antes de as usar.

Na receita original as bolinhas são passadas por uma mistura de sementes de papoila, sementes de sésamo simples e pão ralado, levando igualmente outros ingredientes, se quiserem fazer a receita da Pipoka está aqui.

Mais um pequeno pormenor, eu não gosto de farinheira e adorei esta combinação.

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publicado às 15:28

Uma Morcela Muito Especial

por Moira, em 05.10.10

Morcelas há muitas, mas estas são especiais por várias razões, a primeira porque me foi oferecida, a segunda porque é da região perto de onde a minha mãe nasceu e eu nunca tinha ouvido falar nelas e a terceira porque nada tem a ver com as morcelas comuns prestando-se por isso a tantas receitas quantas as que já me passaram pela cabeça.

Mas regressemos ao início, uma das coisas mais bonitas para quem anda nestas coisas dos blogs de comidas é poder partilhar, no verdadeiro sentido da palavra, aprender coisas novas, tradições e costumes com pessoas que têm o mesmo gosto pela cozinha que nós temos, e foi isso que aconteceu.

Há uns tempos atrás a Sandra do Blog Chocolate e Cajú falou-me de umas morcelas doces cuja existência eu desconhecia, até agora só tinha ouvido falar das de Arouca, e na altura prometeu que me havia de dar umas logo que houvesse oportunidade, foi assim que segunda-feira nos encontramos para um cafezinho e dois dedos de conversa que me souberam a pouco pois o tempo passa a correr.

Estas morcelas são de uma terra chamada Espinhal, fica a cerca de 15 Km da Lousã, terra onde a minha mãe nasceu, mas pertence à Câmara de Penela e têm a particularidade de levar erva-doce nos seus ingredientes o que lhes dá um travo adocicado e muito agradável.

Perguntei à Sandra como fazê-las, mas ao chegar a casa e abrir o embrulho o cheirinho levou logo a minha imaginação por outros caminhos que não o tradicional e foi assim que surgiram estas Tarteletes de Maçã e Morcela que fizeram as nossas delícias.

Obrigada Sandra!

Tarteletes de Maçã e Morcela - para 2 pessoas

Ingredientes:

  • 2 quadrados de massa folhada
  • 1/2 morcela
  • 1 maçã reineta ou outra a gosto
  • algumas gotas de sumo de limão
  • 1 colher de sobremesa de pinhões
  • 1 colher de chá de manteiga
  • 1 colher de chá de açúcar mascavado
  • 1 colher de chá de mel

Preparação:

Descascar a maçã, cortar em fatias finas e salpicar com o sumo de limão.

Numa frigideira colocar a margarina e saltear as maçãs, polvilhar com o açúcar mascavado e o mel, esta mistura deve ficar seca, mas se estiver a pegar salpique com um pouco de água. Deixar arrefecer.

Entretanto tirar a pele à morcela e esfarelá-la com os dedos.

Colocar a massa folhada dentro de formas untadas ou forradas com papel vegetal, dentro de cada quadrado pôr um pouco de maçã salteada, por cima um pouco de morcela esfarelada e polvilhar com os pinhões, levar ao forno cerca de 10 a 15 minutos.

Servir de imediato.

 

Nota: Os pinhões ficam com um aspecto mais apelativo se forem aquecidos numa frigideira quente mexendo sem parar para ficarem tostados, os da foto não foram tostados (esqueci-me) por isso o aspecto branquinho.

 

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publicado às 23:11

Bacalhau? Onde?

por Moira, em 15.06.10

Para mim alheira que é alheira, é de carne e feita pela minha comadre transmontana, mas agora andam para aí umas modernices que inventaram umas alheiras de bacalhau que até se comem.

Eu já experimentei, e tenho a dizer o seguinte, estas alheiras têm tudo para ser boas, tempero, pão, azeitonas e o bacalhau, claro está.

Agora não sei se fui eu que tive azar ou se serão todas assim, fazendo um pouco lembrar uns pastéis de batata com cheiro de bacalhau que se vendem por aí e a que chamam pastéis de bacalhau, a minha alheira tinha 0,5% de bacalhau, 1% de azeitonas e 98,5% de pão e temperos, o que fazia dela umas migas feitas com água de cozer bacalhau, ora bem, se era para comer açorda dentro de uma tripa eu também a fazia, por isso o final da outra alheira de bacalhau que tinha em casa foi este:

Tarteletes de Alheira de Bacalhau

Ingredientes:

  • 1 folha de massa quebrada
  • 1 alheira de bacalhau
  • sobras de bacalhau cozido salteado em azeite e alho (equivalente a meia posta)

Preparação:

Retirar a tripa da alheira e colocar o conteúdo num prato, desfazer com um garfo e misturar o bacalhau às lascas.

Estender a massa sobre uma tarteira, picar o fundo com um garfo, colocar a mistura da alheira por cima e levar ao forno quente por 15 a 20 minutos ou até estar douradinho.

 

Servir com uma salada de tomate cortado aos cubos, pepino, cebola e folhas de mangericão.

 

Notas: Fiz tarteletes individuais mas pode fazer-se uma tarte grande.

Para a massa quebrada pode encontrar óptimas receitas no Figo Lampo ou no Outras Comidas, neste caso usei uma que tinha de compra e que não era grande coisa.

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publicado às 23:57

Descontruindo e Reconstruindo

por Moira, em 05.06.10

Em minha casa tento não estragar nada, por isso quando sobra alguma coisa ela é aproveitada de novo e quase nunca na forma original, é o caso da receita de hoje, que acaba por nem sequer uma receita mas apenas uma ideia.

No domingo passado em que tive muita gente sentada à mesa acabei por fazer mais comida do que a que era necessária, foi assim que de três alheiras grelhadas sobraram quase duas, que estiveram a estagiar no frigorifico à espera de melhor sorte, ontem peguei nelas decidida a recriar um patê de alheira que comi recentemente num restaurante nas Termas de Monfortinho, mas depois de triturar a alheira a massa fazia lembrar a massa dos croquetes.

Acontece que eu nunca fiz croquetes na vida. Mesmo assim moldei a massa em pequenas bolinhas, passei-as por pão ralado e dispus-me a fritá-las, mas logo na primeira tentativa o meu primeiro projecto de croquete desfez-se em mil pedacinhos e eu passei ao plano B que foi pô-las no forno.

Agora vou ter que aprender a fazer croquetes que isto de uma Moira não saber fazer um dos clássicos da gastronomia Ibérica dá cabo da reputação de qualquer um.

Ainda sobre as alheiras, diz-se que a sua origem está ligada à presença dos judeus no nordeste transmontano, região com grandes tradições de enchidos, apesar de não estar provado que assim seja, as alheiras surgiram da necessidade de os judeus supostamente convertidos ao catolicismo, mas que continuavam a professar a sua religião às escondidas, criaram um enchido parecido com um chouriço mas que levava carne de aves ou de coelho, pão, alho e pimentão, e assim passavam por cristãos.

Moral da história? Às vezes é preciso estar de bem com Deus e com o Diabo.

No entanto, bem-aventurados sejam aqueles, que num laivo de lucidez e imaginação, inventaram tão maravilhoso pitéu.

Croquetes de Alheira Caseira

Ingredientes:

  • Sobras de alheira grelhada na chapa
  • ovo batido
  • pão ralado

Preparação:

Retirar qualquer pele que ainda se encontre na alheira, triturar tudo num robot de cozinha, pegar em pequenas porções de massa passá-las por ovo e pão ralado e colocar num tabuleiro de ir ao forno polvilhado com pão ralado, 15 minutos em forno bem quente e servir, quente ou frio conforme o gosto.

 

Notas: As sobras de alheira estavam bem frias quando as triturei e moldei e quando grelho as alheiras na chapa costumo esborrachá-las e ainda passar-lhes papel absorvente para absorver qualquer gordura que venha atrás.

As alheiras que usei são caseiras e por isso bastante diferentes das que se compram por aí cuja massa interior é na maioria das vezes uma papa molengona. Creio que tudo isto em conjunto contribuiu para o resultado final.

Cerca de uma alheira e meia rendeu mais ou menos doze bolinhas.

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publicado às 00:05


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