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Vamos lá a começar o ano

por Moira, em 12.01.14

Não sei porque razão, mas o primeiro post do ano sofre sempre do mesmo mal, falta de inspiração para escrever ou preguiça de recomeçar tudo de novo.

Uma das minhas prioridades para 2014 era fazer uma empada de bacalhau, primeiro porque só costumo fazer pratos de bacalhau nesta altura do ano e depois porque estava a dever este post à Adega de Borba desde o final do Verão passado, altura em que recebi uma oferta que me deixou enternecida, pela delicadeza de quem a imaginou.

A oferta era composta por uma garrafa de azeite dentro de um mini cesto de piquenique, acompanhada por um pequeno recipiente e um pequeno taleigo com uma miniatura de um verdadeiro pão alentejano. Não resisti a prová-lo de imediato, mais pela apresentação do que pela curiosidade. Os que me seguem há mais tempo sabem que o azeite que se gasta cá em casa é de produção particular, e o seu consumo tornou-me esquisitinha com os azeites de compra, no entanto este surpreendeu-me. É feito a partir de azeitona galega, uma variedade típica no Alentejo e tem um sabor delicado mas que deixa um leve amarguinho na boca que muito me agradou. Claro que um azeite especial merecia um prato especial, foi por isso que resolvi fazer uma espécie de fusão entre a empada galega e o folar de bacalhau de Lamego. O resultado foi uma agradável surpresa, Não acreditam? Então experimentem.

Empada de Bacalhau

Ingredientes:

Para o recheio:

  • 2 postas de bacalhau
  • 4 cebolas grandes
  • 4 colheres de sopa de azeite da Adega de Borba
  • sal e pimenta q.b.

 

Para a Massa

  • 50 g de água
  • 50 g de azeite
  • 50 g de margarina (ou banha se preferirem)
  • 50 g de vinho branco
  • 1 colher de chá de sal
  • 1 ovo
  • 5 g de fermento seco para pão (usei fermipan)
  • 450 g de farinha de trigo
  • 1 clara de ovo para pincelar

Preparação:

Da Massa

Tradicional: Aquecer ligeiramente os líquidos, só para amornar, misturar todos os ingredientes até obter uma massa homogénea e moldável e deixar repousar em local ameno cerca de 1 hora para levedar.

Bimby / Thermomix: Colocar no copo a água, o vinho, o azeite, a margarina e programar 2 min., 37º, vel. 2. Adicionar o fermento, o ovo, o sal e a farinha e programar 2 min. vel. espiga, retirar do copo e deixar repousar em local ameno cerca de 1 hora para levedar.

Do Recheio

Num tacho colocar o azeite e a cebola picada grosseiramente e deixar refogar. Retirar a pele e as espinhas ao bacalhau e desfiá-lo sem o desfazer muito. Adicionar o bacalhau ao refogado, temperar com sal e pimenta, deixar cozinhar cerca de 10 minutos e reservar até estar quase frio.

Montagem

Estender metade da massa sobre uma superfície enfarinhada, com a ajuda de um rolo da massa, recortar com a forma de um peixe e pôr em cima de um papel vegetal que possa ir ao forno. Colocar por cima o recheio, tendo o cuidado de deixar cerca de 2 cm livres a toda a volta para poder fazer o remate. Estender a restante massa e cortar outro peixe, ligeiramente mais pequeno cerca de 1 cm que o anterior para tapar a empada, pincelar o rebordo livre a toda a volta com clara de ovo, dobrar a massa por cima da tampa para selar a empada e pressionar ligeiramente com um garfo a toda a volta. Com as sobras de massa recortar as barbatanas. Pincelar todo o peixe com clara de ovo e levar ao forno aquecido a 180º cerca de 20 a 25 minutos. ou até a massa estar cozida e com um aspecto ligeiramente dourado.

Notas: A massa da empada é do Livro de Receitas Essenciais da Bimby, o recheio é o tradicional do Folar de Bacalhau de Lamego

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publicado às 22:48

Quinta da Aveleda

por Moira, em 01.11.13

Apesar dos muito afazeres que têm surgido ultimamente há desafios que me deixam feliz, como este que chegou da Aveleda.

A encomenda que fizeram chegar até mim era composta por um queijo, de que falarei num futuro próximo e dois vinhos.

A marca Aveleda é há muito reconhecida pela sua qualidade, tanto por cá, como fora de portas, e o Quinta da Aveleda é disso exemplo pois acabou de ser premiado nos EUA com um honroso 2º lugar no ranking dos TOP 100 Best Values a nível mundial pela revista Wine Enthusiast.

O Quinta da Aveleda, é um vinho da região do Minho, feito exclusivamente a partir de uvas que são produzidas na belíssima quinta que lhe dá o nome. Na sua essência estão as castas loureiro e alvarinho cujos aromas se conjugam numa harmonia perfeita, resultando num vinho muito aromático e elegante. Óptimo como aperitivo, revelou-se excelente quer como ingrediente quer como acompanhamento de umas gambas assadas no forno.

Para este desafio escolhi uma receita simples, como já vem sendo hábito por aqui, que me foi dada pela minha colega Eduarda, a maior apreciadora de gambas que eu conheço.

Gambas com Quinta da Aveleda

Ingredientes:

  • 1 dúzia de gambas
  • sal q.b.
  • 2 dentes de alho laminados
  • 1 pitada de Piment d'Espelete (pode substituir por piri-piri ou pimenta)
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 4 ou 5 colheres de café de manteiga
  • 1 cálice de vinho Quinta da Aveleda

Preparação:

Lave as gambas, retire as pernas e os bigodes e escorra.

Tempere-as com o alho laminado, o sal, o azeite e o Piment d'Espelete e deixe marinar por uma hora.

Ligue o forno, deixe-o aquecer até aos 200º.

Quando o forno estiver quente, unte um tabuleiro, disponha as gambas, coloque por cima umas nozes de manteiga, regue com o vinho e leve ao forno com grill durante cerca de 20 minutos

Nota: Este post teve o patrocínio da Aveleda


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publicado às 20:36

Dia Mundial das Massas

por Moira, em 25.10.13

Fonte privilegiada de hidratos de carbono, a massa é essencial na alimentação de pessoas de todas as idades e fundamental na alimentação de desportistas, porque necessitam de doses extra de energia e de crianças porque fornece vitaminas e minerais essenciais para um desenvolvimento saudável.

Pelo seu sabor e versatilidade de confecção, são largamente apreciadas no mundo inteiro, mas têm um lugar de destaque na dieta mediterrânica.

Hoje comemora-se o Dia Mundial das Massas e a Milaneza lançou o desafio de criar um prato com o novo macarronete com azeitona. 

O aroma a azeitona que se sente ao abrir a embalagem fica a pairar no ar adivinhando-se uma enorme riqueza de sabor e tendo-me deixado a cabeça a fervilhar com ideias.

Pensei em experimentar uma meia dúzia de pratos diferentes, mas como nem sempre conseguimos fazer o que queremos, o meu tempo escoou-se à velocidade da luz, entre afazeres domésticos, familiares e outros compromissos inadiáveis pelo que só ontem consegui elaborar uma prato que não sendo nenhum dos que eu tinha planeado acabou por ser o fruto de um dia triste, cinzento e muito chuvoso, daqueles que pedem comfort food, um sofá e uma música suave a acompanhar o livro que estava quase a terminar.

Sem luz natural decente para fotografar, a foto do prato não faz juz ao paladar destas massas de sabor mediterrânico e requintado.

Bacalhau com Grão e Macarronete com Azeitona

Ingredientes:

  • 1 chávena de  macarronete com azeitona da Milaneza 
  • 2 colheres de sopa de azeite + 2 para o refogado
  • sal e pimenta q.b.
  • 1 chávena de grão de bico cozido
  • 1 posta de bacalhau seco demolhado
  • 1 raminho de salsa
  • 2 tomates
  • 1 cebola pequena picada
  • 1 dente de alho

Preparação:

Leve a água ao lume com o sal e 2 colheres de sopa de azeite, quando ferver deitar a massa, mexer e deixar cozinhar por 9 a 10 minutos. Escorrer, passar por água fria e reservar.

Colocar outro tacho ao lume, quando a água ferver colocar o bacalhau e deixar cozer por 10 minutos. Escorrer, retirar pele e espinhar e fazer em lascas.

Entretanto fazer um refogado com duas colheres de sopa de azeite, a cebola e o alho bem picadinhos, juntar o tomate picado sem pele e sem sementes, temperar com sal e pimenta, adicionar meio copo com água e deixar cozinhar em lume brando por cerca de 15 a 20 minutos, juntar o macarronete com azeitonas, o grão cozido e o bacalhau, envolver com uma colher e deixar fervilhar durante 2 ou 3 minutos para absorver os sabores. Servir de imediato.

Nota: Este post teve o patrocínio de Massas Milaneza

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publicado às 13:46

De escabeche

por Moira, em 09.08.13

Esta é uma receita pouco saudável, contudo, deliciosa, principalmente porque faz parte das memórias da minha família.

Dizem que a minha bisavó a fazia com mestria e os peixinhos fritos (habitualmente petingas ou carapaus) com molho de escabeche conservavam-se durante meses (tenho dúvidas, mas era o que a minha avó contava), já que, depois de acondicionadas em latas fechadas, seguiam de barco até ao meu bisavô que na época andava por terras de São Tomé. Não sei exactamente porque ela o fazia, já que por terras africanas sempre se comeu muito bem, provavelmente seria apenas para que o meu bisavô matasse saudades da sua terra natal.

Não sei como era a receita da minha bisavó, mas esta, da minha comadre Rosa ficou bem supimpa e fez as delicias de quem provou à laia de petisquinho.

Petingas de Escabeche

Ingredientes:

  • 500 g de petingas (sardinhas pequeninas)
  • sal, farinha e óleo q.b.

Para o Molho de Escabeche:

  • 1 cebola grande finamente fatiada
  • 2 dentes de alho
  • 1 dl de azeite
  • 1 folha de louro
  • 1 colher de sopa de polpa de tomate
  • 1 a 2 colheres de sopa de vinagre

Preparação:

Polvilhar as sardinhas com um pouco de sal e reservar por cerca de meia hora.

Passar as sardinhas por farinha de trigo, fritá-las em óleo quente e escorrer sobre papel absorvente.

Entretanto preparar o molho. Colocar o azeite numa frigideira e fritar a cebola, o alho e o louro em lume muito brando. Quando a cebola ficar translúcida, adicionar a polpa de tomate, mexer bem e deixar cozinhar mais um ou dois minutos. Retira-se do lume, junta-se o vinagre, mexe-se bem e verte-se sobre as petingas. Pode servir de imediato ou depois de frio.

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publicado às 00:50

convidei para jantar - escritores contemporâneos

por Moira, em 15.06.12

Sempre vivi com livros à minha volta e os meus gostos literários são bastante diversificados, mas tenho um especial carinho pela literatura latino-americana.

Laura Esquível, Vargas Llosa, Isabel Allende, Pablo Neruda, Paulo Coelho, são alguns dos meus preferidos, mas a cereja no topo do bolo é para mim Gabriel Garcia Marquez, escritor colombiano nascido a 6 de Março de 1927.

O primeiro livro que li de Gabriel Garcia Marquez foi "Cem Anos de Solidão" e dessa leitura surgiu uma enorme curiosidade para ler outras obras dele, foi assim que um após o outro li quase todos os seus livros.

"Cem anos de Solidão" é considerada um marco da literatura latino-americana e tem a particularidade de ser um dos livros mais lidos e mais traduzidos no mundo inteiro.

"Cem anos de Solidão" é a história da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias e obsessões, mas também com as suas tragédias, incestos, adultérios, descobertas e condenações.

Na obra de Gabriel Garcia Marquez estão sempre representadas fantasia e realidade, tragédia e amor, e as memórias do escritor fundem-se muitas vezes com os personagens dos seus próprios livros.

Foi assim que surgiu a ideia desta receita, porque também ela é feita de memórias, e por isso achei que apesar de simples seria uma boa escolha para um jantar com o meu escritor preferido.

Mas passemos à história da receita, nos meus tempos de menina era costume passar uns dias em casa dos meus tios maternos numa aldeia perto da Figueira da Foz, desse tempo as minhas recordações também se confundem entre a minha imaginação e a realidade. Lembro-me dos preparativos em dia de cozedura de pão e de umas sardinhas que eram postas na telha entre camadas de farinha de milho. Não sabendo ao certo como eram feitas apelei à sabedoria da minha mãe, que me explicou tudo no momento e à falta de uma telha as sardinhas foram para o forno num tabuleiro e se as sardinhas da minha memória me pareciam perfeitas, estas não lhes ficaram atrás.

Com esta receita participo no desafio lançado pela Ana do Anasbagueri e este mês alojado no De Cozinha em Cozinha passando pela minha.

Sardinhas no Forno

Ingredientes:

  • 6 sardinhas
  • sal q.b.
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 1 pitada de "Piment d'Espelet"
  • Farinha de milho branca q.b.

Preparação:

Temperar as sardinhas com o sal e o alho picado, regar com o azeite e deixar marinar cerca de 1 hora.

Polvilhar generosamente o fundo de um tabuleiro com farinha de milho, colocar por cima as sardinhas juntas mas desencontradas, cabeças com rabos. Polvilhar de novo generosamente com farinha e levar ao forno quente a 200º com ventilador durante cerca de 20 a 25 minutos.

Servir com batata cozida com pele ou uma boa salada verde.

 

Nota:

A farinha de milho ensopa com o azeite e a gordura das sardinhas e fica com uma agradável textura e um sabor que faz lembrar a broa de milho. 

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publicado às 22:51


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