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2011 em retrospectiva

por Moira, em 29.12.11

2011 está no fim e não me deixa saudades, por isso espero que 2012 seja um bom ano particularmente no que diz respeito à saúde e não se esqueçam de dar o tudo por tudo para realizar os vossos sonhos.

 

Para trás fica um número interessante de receitas que me deram um enorme prazer a fazer, a comer, e claro, a partilhar convosco.

1. Pudim de Abóbora, 2. Bolo de Chocolate e Côco, 3. Folar de Carnes Transmontano, 4. Raia com Molho de Pitau,

5. Cheese Cake, 6. Broa de Milho, 7. Cookies de Alfarroba, 8. Bolo Rainha,

9. Tomate Recheado com Migas de Bacalhau, 10. Frango Assado, 11. Pão de Leite, 12. Meloa com Mel e Vinho do Porto,

13. Trouxas de Pescada e Cenoura, 14. Sonhos, 15. Bola Doce Transmontana, 16. Salada de Trigo, Tomate e Beldroegas

 

Entrem em 2012 com o pé direito e divirtam-se!

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publicado às 22:25

um doce e feliz natal

por Moira, em 21.12.11

Aos que ficam no aconchego do lar e aos que trabalham nestes dias faço votos de um Doce e Feliz Natal.

A minha casa já cheira a canela e a erva doce, uma chuva de açúcar cai sobre a mesa da cozinha e vêm-me à memória uns versos que decorei na minha infância.

 

"Balada da neve

 

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é, certamente

e a chuva não bate assim.

 

É talvez a ventania:

mas há pouco, há poucochinho,

nem uma agulha bulia

na quieta melancolia

dos pinheiros do caminho...

 

Quem bate, assim, levemente,

com tão estranha leveza,

que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

nem é vento com certeza.

 

Fui ver. A neve caía

do azul cinzento do céu,

branca e leve, branca e fria...

- Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!

 

Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,

os passos imprime e traça

na brancura do caminho...

 

Fico olhando esses sinais

da pobre gente que avança,

e noto, por entre os mais,

os traços miniaturais

duns pezitos de criança...

 

E descalcinhos, doridos...

a neve deixa inda vê-los,

primeiro, bem definidos,

depois, em sulcos compridos,

porque não podia erguê-los!...

 

Que quem já é pecador

sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

porque lhes dais tanta dor?!...

Porque padecem assim?!...

 

E uma infinita tristeza,

uma funda turbação

entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no meu coração."

 

Augusto Gil, Luar de Janeiro

 

Peras Assadas em Capote

Ingredientes:

  • 4 peras
  • 2 colheres de sopa de sumo de limão
  • 4 estrelas de anis para decorar (facultativo)
  • açúcar em pó para decorar q.b.

Recheio:

  • 2 colheres de sobremesa de açúcar mascavado
  • 2 colheres de sopa de mel
  • 1 colher de café de canela
  • 1/2 colher de café de erva doce
  • 20 amêndoas com ou sem pele

Massa Quebrada:

  • 150 g de farinha de trigo
  • 50 g de farinha de castanha
  • 125 g de manteiga
  • 30 g de açúcar
  • 1 ovo
  • (se necessário uma colher de sopa de água)

Preparação:

Comece por preparar a massa misturando as farinhas com o açúcar, junte a manteiga fria aos cubos e trabalhe e amasse com a ponta dos dedos para obter uma areia grossa, adicione o ovo e misture bem, sem amassar demasiado, forme uma bola e guarde no frigorifico por uma a duas horas antes de a estender.

Preparar o recheio colocando as amêndoas num robot de cozinha para as triturar, ou à falta dele picá-las bem miúdas com uma faca.

Misturar as amêndoas com os restantes ingredientes do recheio e reservar.

Descascar as peras, sem as abrir e com a ajuda de um utensílio próprio retire os caroços.

Pincele as peras com o sumo de limão para não escurecerem.

Dividir o recheio em 4 partes iguais e rechear as peras.

Dividir a massa em 4 partes, estender a massa e cortar quatro círculos para com eles forrar as bases das peras. Estender novo pedaço de massa em forma de rectângulo, com a ajuda de um corta massas cortar tiras com a largura de cerca de 2 cm, começar a enrolar a tira começando pelo topo até à base. Voltar a guardar no frigorifico enquanto o forno aquece até aos 200º.

Colocar as peras no forno quente e deixar cozer durante cerca de 20 minutos ou até a massa estar cozida e se apresentar com um leve tom dourado.

Enfeitar com as estrelas de anis, polvilhar com açúcar em pó e servir morno ou frio.

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publicado às 22:12

sonhos de natal

por Moira, em 18.12.11

E quando tudo parece querer desabar, ficam os sonhos e o espírito do Natal.

Sonhos de Natal

Ingredientes:

  • 400 ml de água
  • Casca de meio limão
  • 250 g de farinha de trigo
  • 30 g de açúcar
  • 50 g de manteiga
  • 1 pitada de sal (+/- meia colher de café)
  • 5 ovos médios (se foram pequenos poderão ser 6 ou 7)
  • óleo para fritar q.b.
  • açúcar e canela para polvilhar q.b.

Preparação:

Leva-se a água ao lume junto com a casca de limão, 30 g de açúcar, uma pitada de sal e a manteiga. Assim que ferver retira-se a casca de limão e deita-se a farinha toda de uma vez só mexendo de imediato com uma colher de pau, até a massa se soltar das paredes do tacho e formar uma bola.

Deixa-se arrefecer um pouco a massa, coloca-se numa taça e mistura-se um ovo de cada vez até obter a consistência certa.

(E agora é que a coisa se complica, como é que se descreve a consistência certa? A consistência e o aspecto desta massa é o de uma papa maisena espessa ou do creme das bolas de berlim, isto pode parecer um disparate, mas é a descrição que me ocorre fazer.)

Coloca-se o óleo na frigideira e deixa-se aquecer.

Para saber se o óleo já está quente deita-se-lhe uma colher de massa, quando a massa vier ao de cima o óleo está quente e pode começar a fritar os sonhos.

Depois de fritos, escorra em papel absorvente e passe por açúcar e canela.

Notas importantes:

Quem me ensinou a fazer sonhos foi a minha sogra, que durante muitos anos fez quilos deles para vender e os conselhos dela são de que devemos ter muita paciência. Para fazer sonhos de tamanho médio colocam-se colheradas de massa do tamanho pouco maior que uma noz na frigideira ela vai ficar 4 vezes maior. A massa vai ao fundo e depois sobe à superfície, quando a massa volta à superfície deve-se furar com um palito dos longos ou uma agulha de croché bem fina e desinfectada, isto vai fazer com que os sonhos cresçam lentamente, pois a massa vai abrindo e os sonhos começarão a virar-se quase sozinhos.

A quantidade de ovos a usar depende sempre do seu tamanho, por isso não é uma quantidade certa.

Em vez de usar 250 g de farinha de trigo também pode usar 50 g de maisena e 200 g de farinha de trigo.

 

Antes do Natal, ainda vos trarei mais uma sugestão doce para a consoada, até lá: Bons sonhos!

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publicado às 18:47

a simplicidade de Alain Ducasse

por Moira, em 11.12.11

É um dos meus cozinheiros preferidos e o que mais aprecio nos seus livros é a simplicidade das suas receitas.

Esta é uma das minhas escolhas do seu livro Nature, não é propriamente um prato mas um condimento óptimo para aromatizar purés, sopas, para adicionar a recheios de carne ou peixe, para pratos de arroz e para tudo o mais que lhe vier à cabeça, no final use o azeite aromatizado para outros cozinhados.

Alho Confitado

Ingredientes:

  • 3 cabeças de alho
  • 2 raminhos de alecrim
  • 4 raminhos de tomilho
  • 1 colher de chá de primenta preta em grão
  • 1 colher de café de sal grosso
  • Azeite q.b.

Preparação:

Separar os dentes de alho sem lhes tirar a casca e utilizar apenas os grandes.

Num tacho colocar os dentes de alho, o sal, o alecrim, o tomilho e a pimenta, adicionar azeite até cobrir os alhos e levar ao lume muito baixo durante 45 minutos a 1 hora.

O azeite deve estar quente mas sem nunca chegar a ferver.

Como no meu fogão, mesmo com o bico pequeno no mínimo o azeite começou a ferver, retirei de imediato e optei por colocar o tacho com o azeite e os alhos em banho maria, onde cozinhou lentamente durante uma hora.

Deixar arrefecer e guarde em frascos bem vedados.

O alho assim cozinhado fica muito macio e com um sabor muito agradável.

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publicado às 23:50

histórias de uma gata borralheira

por Moira, em 05.12.11

Naquele tempo as fadas transformavam as abóboras em lindas carruagens e a gata borralheira casava com um príncipe charmoso que percorrera o seu reino com um sapatinho de cristal na mão, mas os tempos mudaram a tradição já não é o que era e todos sabemos que as fadas não existem.

Na minha história a gata borralheira vive nos subúrbios da capital, passa a maior parte do tempo a sonhar com o tal príncipe mas continua a cozinhar para ganhar a vida, que as coisas não caem do céu e ela não tem com quem dividir as despesas.

Passa dias na cozinha a fazer pastéis e empadas que coze logo pela manhã, depois sai de casa para os distribuir pelos cafés das redondezas onde são devorados por gente desconhecida, entre golos de café e conversas perdidas sobre o tempo, a crise ou coscuvilhices de vizinhas.

Há muito que perdeu a esperança de um dia ser alguém. A sua vida é rotineira, às vezes sem graça, não tem muitos amigos e o príncipe encantado nunca chegou a aparecer, nem tão pouco alguém que a fizesse feliz.

Vai sendo feliz à sua maneira, quando, para fugir à rotina, experimenta novas receitas e diz quem a conhece que cozinha com amor.

O amor...

Aquele sentimento que tanto a faz sonhar mas que nunca chegou a sentir.

Às vezes escolhe receitas a pensar no seu príncipe, imagina os seus gostos...

Se ele ao menos aparecesse...

Seria decerto pela boca que o iria cativar, porque na sua beleza já ninguém reparava, felizmente herdara o dom da madrinha, para quem a cozinha não tinha segredos.

As suas refeições eram simples e na maioria das vezes utilizava apenas os produtos que cultivava nas traseiras da casa que tinha herdado da madrinha, mas hoje era o seu aniversário e por isso tinha comprado um pedaço de queijo da ilha, daquele cujo sabor forte perdurava na língua com um leve picante que tanto lhe agradava. Imaginou o contraste que faria com a abóbora que tinha aberto dias antes e atreveu-se a fazer um soufflé de textura suave como os sonhos e de sabor forte como imaginava que fosse o amor.

Levou a primeira garfada à boca, bebeu um pouco de vinho e continuou a sonhar.

Soufflé de Queijo da Ilha com Abóbora Assada

Ingredientes:

  • 1/2 chávena de abóbora assada
  • 1 dente de alho confitado
  • 3 ovos pequenos
  • 1/2 chávena de molho branco (bechamel)
  • sal aromatizado com picante
  • 1/2 chávena de queijo da ilha ralado

Preparação:

Limpar um bom pedaço de abóbora, retirando cascas e sementes e cortar às fatias. Colocar num prato de ir ao forno, temperar com sal aromatizado com picante e um fio de azeite e levar a assar por uns 30 minutos ou até estar macio. Deixar arrefecer, escorrer bem a água que se formou e esmagar a abóbora juntamente com o alho confitado com um garfo. (se não tiver alho confitado pode assar um dente de alho juntamente com a abóbora)

Misturar a abóbora com o molho branco e as gemas de ovo e acrescentar o queijo ralado. Se necessário rectifique os temperos.

Bater as claras em castelo e envolver suavemente com a mistura de abóbora.

Levar ao forno quente a 220º, em formas bem untadas, passados os primeiros 5 ou 10 minutos baixe a temperatura para os 180º, e deixe cozer mais 10 a 15 minutos. Servir simples como entrada, ou se preferir como acompanhamento de carnes.

Notas: A abóbora pode ser estufada em vez de assada,  molho branco ou bechamel pode ser caseiro ou de compra e o queijo deve ser forte para contrastar com o doce da abóbora. 

O resultado é um soufflé de sabor forte e picante, com o qual participo no passatempo "Chocolate e Picante: Um desafio de receitas com histórias dentro" promovido pelo Gourmets Amadores em conjunto  Casa das Letras do grupo Leya.

chocolate_picante

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publicado às 18:30


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