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a certeza de um dia perfeito

por Moira, em 28.10.11

Ao fim de semana gosto de acordar tarde e preguiçar pela casa, como se ainda tivesse 15 anos.
Para o pequeno almoço, opto muitas vezes por um copo de leite fresco ou um café fumegante acompanhado por uns crepes barrados com compota de ginja. Os meus preferidos são os de trigo sarraceno que me fazem lembrar outras paragens e me trazem tão boas lembranças, transformando qualquer dia, num dia perfeito.

Como é o vosso pequeno almoço?

Crepes de Trigo Sarraceno

Ingredientes:

  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo sarraceno
  • 2 colheres de sopa de amido de milho
  • 2 ovos
  • 1 colher de sopa de manteiga derretida
  • 1 colher de café de sal fino
  • 1 chávena e meia de leite

Preparação:

Tradicional

Colocar a as farinhas e o sal numa taça, juntar os ovos batidos e a manteiga, mexer com uma vara de arames juntar aos pouquinhos o leite, até obter uma massa lisa e aveludada.

Aquecer uma frigideira, de preferência anti-aderente, untá-la com um pouco de margarina antes do primeiro crepe, e pôr uma colherada de massa, fazê-la rodar de imediato de forma a preencher a base da frigideira, esperar um pouco e virar o crepe com a ajuda de uma espátula.

Fazer os restantes crepes, não é necessário pôr mais gordura, e servi-los quentes com doce de fruta ou com queijo e fiambre.

Para manter os crepes quentes enquanto está a confeccionar os restantes, pô-los num prato sobre um tacho com água quente.

 

Bimby/Thermomix

Colocar todos os ingredientes no copo e seleccionar 15 segundos, vel. 6.

Aquecer uma frigideira, de preferência anti-aderente, untá-la com um pouco de margarina antes do primeiro crepe, e pôr uma colherada de massa, fazê-la rodar de imediato de forma a preencher a base da frigideira, esperar um pouco e virar o crepe com a ajuda de uma espátula.

Fazer os restantes crepes, não é necessário pôr mais gordura, e servi-los quentes com doce de fruta ou com queijo e fiambre.

Para manter os crepes quentes enquanto está a confeccionar os restantes, pô-los num prato sobre um tacho com água quente.

 

Notas: A farinha de trigo sarraceno compra-se nas lojas de produtos naturais e biológicos. Se quiser pode substituir a farinha de trigo sarraceno por farinha de trigo integral ou por farinha de trigo normal, mas o sabor seguramente não será o mesmo.

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publicado às 21:14

Já cheira a Outono

por Moira, em 26.10.11

Esta é uma dupla reincidente cá em casa e à qual vou fazendo pequenas variações. É também uma das minhas entradas preferidas nesta estação que também convida aos petiscos.

Morcela com Maçã

Ingredientes:

  • 250 g de maçãs pequenas
  • 20 g de margarina
  • 1 colher de sopa de açúcar integral
  • 1 cálice de Jeropiga
  • 1 fio de mel
  • 1 morcela

Preparação:

Descascar as maçãs e cortá-las em gomos finos. Derreter a margarina numa frigideira e adicionar as maçãs, quando começarem a ganhar cor juntar o açúcar, mexer e adicionar depois a jeropiga, deixar cozinhar em lume muito brando até ecaporar todo o líquido.

Cortar a morcela às rodelas, e aquecê-las numa frigideira anti aderente, de um lado e de outro para derreter a gordura e cozinhar por dentro.

Servir a morcela com a maçã fatiada por cima e regar com um fio de mel.

 

Nota: Não use maçã reineta pois desfaz-se com a cozedura. Costumava servir a morcela com mação cozida, mas assim, fica muito melhor.

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publicado às 20:37

A Batata Doce faz a Festa

por Moira, em 23.10.11

Esta era uma das receitas que estava guardada há imenso tempo, encontrei-a de novo ao organizar umas coisas e lá estava ela no meio de tantas outras escolhas relacionadas com o Mark Bittman.

Não segui a receita original à risca porque me faltava a salva, por isso aproveitei para acrescentar o azeite com salicórnia que me pareceu uma mais valia e embora não seja a mesma coisa, nem nada que se pareça, substitui a salva por segurelha.

O resultado foi uma entrada muito simples e plena de sabor.

Batata Doce com Presunto

Ingredientes:

  • 2 batatas doces médias
  • 8 fatias de presunto
  • ervas de Provence q.b.
  • 1 colher de sopa de azeite com salicórnia da Casa do Sal da Figueira da Foz
  • 4 raminhos de segurelha

Preparação:

Descascar as batatas e cozê-las inteiras com um pouco de sal, 10 a 15 minutos no máximo, elas não devem cozer demais para não se partirem quando tivermos que as cortar e enrolar no presunto, deixar arrefecer um pouco e cortá-las em 4 no sentido do comprimento se forem gordinhas, caso contrário cortar apenas ao meio.

Temperar as batatas com as ervas de Provence e o azeite com salicórnia e envolver cada quarto de batata com uma fatia de presunto.

Untar um pirex com mais uma colher de sopa de azeite, colocar os raminhos de segurelha e por cima as batatas envoltas no presunto, levar ao forno quente por cerca de 10 minutos.

Servir de imediato.

 

Notas: Precisa de tantas fatias de presunto quantas as partes em que dividir a batata. O sabor do presunto deve sobressair ao da batata, e o presunto ao sair do forno deve estar estaladiço. Deve ter cuidado com a quantidade de sal que põe na batata pois o presunto já tem bastante sal e ao ser aquecido parece que ainda fica mais salgado.

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publicado às 15:40

From Portugal to WBD 2011

por Moira, em 16.10.11

Hoje é o dia mundial da alimentação e também o WBD 2011 que é como quem diz o dia mundial do pão.

Bake Bread for World Bread Day 2011

A história do pão confunde-se com a história da humanidade, e ele continua a ser a base da alimentação de milhões de pessoas.

Segundo o livro "O Pão em Portugal" de Mouette Barboff, uma espécie de bíblia do pão tradicional português, as primeiras espigas de milho chegaram a Espanha, em 1493, pelas mãos de Cristovão Colombo. Apesar de não podermos precisar a data da introdução do milho grosso em Portugal, certo é que os portugueses o adoptaram rapidamente e passou a fazer parte da alimentação principalmente no norte do país.

A broa, ou pão de milho como é chamado em algumas zonas, tem características diferentes de região para região, as minhas preferidas são a broa do Minho, que leva milho e centeio e a da região de Coimbra que é feita à base de milho e trigo, no entanto e apesar de muito popular no norte, a broa de milho, continua a ser considerada como pão de gente pobre ou humilde.

Para o WBD 2011 trouxe mais uma vez uma receita típicamente portuguesa, para ver o processo completo de como se fazia a broa de milho antigamente ver os videos dos links abaixo.

Video 1 - a moagem

Video 2 - preparar o crescente e escaldar a farinha

Video 3 - amassar a broa

Video 4 - moldar a broa e pôr no forno

Video 5 - tirar a broa do forno

Broa de Milho, Centeio e Trigo

Ingredientes:

  • 350 g de farinha de milho branco
  • 175 g de farinha de centeio
  • 175 g de farinha de trigo
  • 200 g de crescente ou massa velha
  • 12 g de sal
  • 4 g de fermento de padeiro granulado
  • 450 ml de água a ferver
  • +/- 150 ml de água morna

Preparação:e à

Colocar as farinhas numa taça grande e escaldá-las com os 450 ml água quente onde misturou previamente o sal, mexer com uma colher de pau (ver video ao minuto 7:40). Deixar arrefecer a massa até aos 38º C e adicionar então o crescente misturado com o fermento de padeiro e um pouco de água morna. Amassar à mão para incorporar bem todos os ingredientes e se necessário acrescentar mais água. A massa deve ficar com uma consistência húmida e ligeiramente peganhenta (ver video ao minuto 9).

Alisar a massa com as mãos molhadas, polvilhar com farinha, tapar com um pano e deixar repousar durante uma hora a hora e meia, sabemos que a massa está no ponto quando tiver aumentado de volume e apresentar gretas por cima.

Dividir em duas porções iguais, polvilhar uma taça média com farinha de milho, colocar uma porção de massa, polvilhar de novo com farinha e rodar a taça com as mãos para dar forma à broa (ver video ao minuto 5:50)

Levar ao forno previamente aquecido a 220º C durante 30 a 40 minutos. Sabemos que a broa está cozida quando batendo na base obtemos um som oco.

Notas:

Peneirar todas as farinhas é essencial para o resultado final.

O crescente que utilizei era um resto de massa de pão de trigo que na véspera alimentei com igual quantidade de água e de farinha de milho.

Não sendo eu uma grande entendida no assunto, parece-me que o crescente ou massa velha é equivalente ao "sourdough" e à "masa madre" dos espanhóis.

A quantidade de água, não pode ser precisa porque ela varia consoante as farinhas que estivermos a utilizar.

Happy World Bread Day 2011 to everyone!

Thank You Zorra for organising this event year after year.

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publicado às 18:41

Para uma Entrada leve ou um Petisco

por Moira, em 11.10.11

Já foi petisco de taberna, hoje é considerado produto gourmet, classificações à parte, estes queijos em azeite são óptimos, para acompanhar um copo de vinho tinto, para esfarelar sobre um gaspacho, para servir com saladas ou sobre uns raviólis, tudo porque é um daqueles petiscos intemporais, cujas origens certamente se perderam num tempo em que o homem teve necessidade de conservar os alimentos sem o recurso às tecnologias que temos hoje em dia.

Pode optar por o comprar em pequenas embalagens, fruto da evolução e dinâmica dos mercados ou pode fazê-lo calmamente em casa, não demora mais que 5 minutos a elaborar, acrescentam-se umas duas semanas de espera, e depois pode usar o azeite aromatizado na confecção de um sem número de pratos.

Queijo de Cabra em Azeite Aromatizado

Ingredientes:

  • 2 queijos de cabra curados (usei destes)
  • 2 folhas de louro pequenas ou 1 grande
  • 2 cravinhos
  • 2 colheres de chá de pimenta em grão
  • 2 colheres de chá de sementes de coentro
  • 3 raminhos de alecrim
  • Azeite q.b. (+/- 250 ml)

Preparação:

Cortar o primeiro queijo em pedaços médios e colocar num frasco limpo e seco, colocar as folhas de louro e os ramos de alecrim à volta do frasco, os dentes de alho cortados ao meio no sentido do comprimento, metade das pimentas, metade das sementes de coentro, um cravinho e o piri-piri. Cortar o segundo queijo, colocar no frasco e adicionar os restantes ingredientes. Encher o frasco de azeite até cobrir completamente o queijo, tapar e guardar em local fresco e seco por duas a três semanas antes de consumir.

 

Esta receita foi resultado da fusão da receita da Rute com as sugestões da Ana Rita.

Notas: Creio que seria escusado dizê-lo, mas é sempre bom relembrar que a qualidade, quer do queijo, quer do azeite, são essenciais nesta receita.

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publicado às 15:54


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