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Se o meu dia pudesse esticar...

por Moira, em 28.02.11

Há alturas em que mesmo que o dia tivesse 48 horas, elas não me chegariam para tudo o que tenho para fazer.

Entre o dia a dia no trabalho, a lide da casa, as arrumações pontuais, os jantares com os amigos e a organização de um aniversário próximo, o meu tempo ainda encolhe mais do que o que seria suposto. Certo é que eu nunca fui muito metódica, raramente consigo começar uma tarefa e acabá-la, sem me perder pelo caminho, o que dificulta muito mais as minhas tarefas domésticas. Pior, é quando no meio de tudo isto precisamos de sair à tarde para comprar uma televisão porque a velha se avariou, vamos à loja, compramos, carregamos, chegamos a casa, montamos tudo e descobrimos que a nova também está avariada, voltamos à loja, reclamamos, devolvem-nos o dinheiro e vamos a outra loja, chegamos de novo a casa, montamos tudo de novo, verificamos que está tudo a funcionar e quando olhamos para o relógio são 10 horas da noite e ainda não jantámos. Ele há dias assim... É por estas e por outras que dá jeito ter sempre umas sobras no frigorifico e ideias de coisas simples para confeccionar, é o caso da sugestão de hoje.

Caixinhas Folhadas de Carne

Ingredientes:

  • Sobras de carne guisada
  • Caixinhas de massa folhada de compra pré cozinhadas

Preparação:

Ligar o forno a 180º.

Triturar as sobras de carne guisada, colocar uma colher da carne triturada em cada uma das caixinhas e levar ao forno para aquecer, cerca de 5 a 10 minutos consoante o forno.

Servir de imediato com uma salada ou com espinafres cozidos, salteados em azeite e alho.

 

Para quem estiver interessado eu costumo fazer a carne de uma forma muito simples.

Carne Guisada

Ingredientes:

  • 500 g de carne de vaca ou vitela cortada aos cubos
  • 2 a 3 cenouras cortadas em rodelas grossas
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • sal e pimenta
  • 1 folha de louro
  • 1 colher de café de tomilho seco ou 1 raminho de tomilho fresco
  • 2 copos de vinho branco ou 1 de vinho e 1 de água

Preparação:

Colocar tudo em cru na panela de pressão, fechar a panela e contar 20 minutos a partir do momento em que começa a largar o vapor. Retirar a pipeta deixar sair todo o vapor da panela, abri-la e verificar a cozedura. Se necessário cozinhar por mais 10 minutos com a panela fechada.

No final se tiver demasiado molho levar a lume forte com a panela destapada para evaporar os líquidos e obter um molho mais denso.

Servir com arroz, massa ou batata cozida e legumes.

 

Notas: Se não tiver tomilho, pode omiti-lo ou substitui-lo por salsa ou coentros, embora os sabores sejam diferentes.

As caixinhas de massa folhada encontram-se facilmente nos hipermercados, e podem levar os mais variados recheios, o mais famoso é o de camarão.

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publicado às 17:24

Um Livro, Um Rei e Um Doce

por Moira, em 22.02.11

Em comum temos o gosto pela História com H grande, aquela que vem nos manuais e que se aprende na escola, ela é escritora eu gosto de cozinhar, ficámos amigas por um acaso do destino, quando ela se cruzou com uma nota escrita por mim sobre o seu primeiro livro "A Cruz de Esmeraldas".

O tempo passou, ela continuou a escrever, eu continuei a cozinhar, ela acabou de editar o seu terceiro livro D. Dinis e eu resolvi divulgá-lo com uma receita ligada ao Convento de Odivelas, quem quiser espiolhar um pouco mais sobre o livro pode passar pelo blog da Cristina Torrão chama-se Andanças Medievais.e por lá podem encontrar excertos do livro e não só.

D. Dinis é um dos meus reis preferidos, provavelmente um dos reis que mais fez pelo futuro de Portugal, ficou conhecido pelo Lavrador, mas eu prefiro a sua veia trovadoresca e de poeta que a Cristina Torrão tão bem retrata neste seu livro.

Apesar de transparecer por vezes um rei prepotente e autoritário, ele foi um rei justo, empreendedor e fascinante.

Entre muitas outras obras, D. Dinis mandou construir o convento de S. Dinis em Odivelas no ano de 1295 e é lá que está sepultado.

Pouco ou nada se sabia da constituição física deste rei até ao ano de 1938, data em que o seu túmulo foi aberto e se descobriu que tinha cerca de 1,65 m de altura e a dentadura completa, sinónimo que teve uma alimentação saudável ou pelo menos não era um rei guloso, embora na minha teoria os doces nos finais do século XIII e inícios de XIV não seriam muitos, creio que o uso do açúcar na Península Ibérica só será difundido muitos anos mais tarde.

O Convento de S. Dinis ficou famoso, entre muitas outras coisas pela doçaria das Monjas Bernardas, e pela célebre Madre Paula que foi amante do Rei D. João V.

Das receitas do Mosteiro que chegaram até aos nossos dias, e das quais existe um Livro Editado, destacam-se: Os Esquecidos, os Tabefes, a Marmelada e o Pudim da Madre Paula.

Para elaborar um receita ligada ao Mosteiro resolvi comprar O Livro de Receitas da última Freira de Odivelas, gostei muito de umas coisas, fiquei decepcionada com outras apesar de o livro ser muito interessante, quanto às receitas acabei por escolher uma receita de "Kéques" (era assim que se escrevia na época) não sei se foi azelhice minha ou se a receita é assim mesmo, os meus queques, apesar de muito saborosos ficaram mais parecidos com queijadas, certo é que D. Dinis não os provou, mas estes bolinhos fazem parte das memórias de um convento em tudo ligado ao seu nome.

Agora se me dão licença vou beber o meu chá e comer um bolinho.

Queques com Especiarias

Ingredientes:

  • 4 ovos
  • 160 g de manteiga (usei margarina)
  • 160 g de açúcar
  • 160 g de farinha
  • 1 pitada de cravinho e outra de noz moscada (+/- a ponta de uma colher de café de cada)
  • 30 ml de vinho branco (usei moscatel)
  • 20 ml de aguardente
  • 1 colher de chá de fermento em pó (na receita original não tem)

Preparação:

Bater as claras em castelo e quase no final adicionar-lhes 60 g de açúcar, reservar.

Bater as gemas com a margarina e o restante açúcar até ter uma massa esbranquiçada, adicionar a farinha, o fermento, o cravinho, a noz moscada, o vinho e a aguardente e por fim as claras batidas.

Levar ao forno quente em formas untadas durante cerca de 15 minutos ou até estar cozido.

 

Notas:
Para os mais gulosos, disseram-me que algumas das especialidades do Convento podem ser adquiridas na Pastelaria Faruk que fica no Largo D. Dinis, mesmo junto ao Mosteiro, tenho que passar por lá brevemente.

Bolo D. Dinis da Pastelaria Quebra-Nozes em Odivelas

Destaco também o "D. Dinis" vendido na Pastelaria Quebra Nozes que fica junto à Rodoviária em Odivelas, que já provei e recomendo, existe em versão individual e também em versão familiar.

A receita original dos queques é do Livro de Receitas da Última Freira de Odivelas e foi ligeiramente adaptada por mim.

A textura destes bolos não se assemelha em nada à dos queques habituais, não sei exactamente porquê mas ao fim de uns minutos fora do forno encolheram e ficaram parecidos com queijadas, se algum perito em pastelaria souber o porquê aguardo um comentário para poder rectificar a receita, no entanto o seu sabor é extraordinariamente bom devido ao uso das especiarias. Desta vez as "cobaias" provadoras de serviço foram as minhas colegas de trabalho.

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publicado às 16:07

Cinco Anos Cinco Ingredientes

por Moira, em 18.02.11

O Cinco Quartos de Laranja faz cinco anos anos e quando um blog amigo faz anos e nos convida para a festa, nós vamos de imediato para a cozinha.

Como a dona do Blog é uma Laranjinha, a receita obrigatoriamente tinha que conter laranjas.

A inspiração não tem sido grande e o tempo tem sido pouco, mas para os amigos arranja-se sempre qualquer coisinha, por isso a receita não é original, mas foi escolhida a pensar na minha amiga Laranjinha.

Queria dizer tanta coisa, mas às vezes as palavras não fluem e outras não são suficientes para manifestar a amizade que une as pessoas, por isso resta-me dizer que o Cinco Quartos de Laranja é um blog que eu sempre gostei, mesmo muito antes de andar nestas lides, pela qualidade, pela variedade e pela simplicidade das receitas.

Bolachas de Laranja e Sementes de Papoila

Ingredientes:

  • 400 g de farinha
  • 150 g de açúcar
  • 150 g de margarina
  • Raspa e sumo de uma laranja média (+/- 100 ml)
  • sementes de papoila

Preparação:

Bimby/Thermomix

Ligue o forno nos 180º.

Pulverize a casca da laranja, junte a farinha, o açúcar e a manteiga e programe 5 segundos, velocidade 4, depois programe 10 segundos, velocidade 6. Programe mais 15 segundos, velocidade 5 e adicione o sumo de laranja.

Estenda a massa com o rolo da massa polvilhe com as sementes de papoila e passe o rolo por cima sem pressionar, apenas para as sementes aderirem à massa. Corte com um corta bolachas e leve ao forno por cerca de 8 a 10 minutos, ou até estarem ligeiramente louras. Deixe arrefecer e guarde numa caixa bem vedada.

Tradicional:

Ligue o forno nos 180º.

Misture a farinha com o açúcar e a raspa de laranja, adicione a margarina fria aos cubinhos e misture com os dedos até obter uma massa areada bem fina. Junte o sumo aos poucos apenas o suficiente para obter uma massa moldável. Estenda a massa com o rolo da massa polvilhe com as sementes de papoila e passe o rolo por cima sem pressionar, apenas para as sementes aderirem à massa. Corte com um corta bolachas e leve ao forno por cerca de 8 a 10 minutos, ou até estarem ligeiramente louras. Deixe arrefecer e guarde numa caixa bem vedada.

 

Esta é a minha versão desta receita da Vaqueiro.

 

Nota: Pode substituir as sementes de papoila por outras a gosto, ou adicionar uma colher de chá de flores de lavanda à massa.

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publicado às 20:55

Aqui não há Corações Cor-de-Rosa

por Moira, em 08.02.11

Aqui não há corações cor-de-rosa, nem ursos com ar lamechas, aqui não há Valentine's Day porque eu sou contra este conceito que se criou à volta do dia de S. Valentim, que só serve para miúdos e graúdos gastarem dinheiro em presentes tolos e sem qualquer utilidade.

Eu adoro a liberdade de namorar quando eu quiser e onde quiser, sem hora nem dia marcado, é assim que deve ser, namorar sempre, cada dia, todos os dias, se possível eternamente.

Não gastem dinheiro em presentes tolos, um olhar, uma palavra, um sorriso, um beijo, têm muito mais significado que um coração cor de rosa nas mãos de um urso lamechas made in Taiwan.

Posto isto passemos à receita que vos trago hoje. Codornizes!

É dos bichos menos fotogénicos que conheço, a par com os restantes primos da família das aves, também sei que já consegui fazer melhor, tenho por aí algumas codornizes mais fotogénicas que estas, agora compreendo porque os fotografos profissionais lambuzam as aves com uma misturada de parafinas que os deixam com ar bronzeado e apetitoso.

Por aqui a mesa estava posta, tinha um amigo por cá a jantar e não podia deixá-lo esfomeado enquanto eu circulava com a câmara à volta da mesa. Soube depois que ele não comia codornizes há mais de vinte anos, acredito que depois destas não esperará tanto tempo para as provar de novo, quanto mais não seja aqui por casa.

Codornizes em Molho de Maçã, Moscatel e Nozes

Ingredientes:

  • 6 codornizes
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 1 cebola pequena
  • 2 maçãs reinetas
  • 6 nozes
  • 1 copo de vinho moscatel
  • 1 copo de água
  • sal e pimenta q.b.
  • 1 colher de chá de tomilho limão (usei Tomilho Limão das Ervas da Zoé)

Preparação:

Alourar as codornizes no azeite, virando-as até terem uma cor uniforme, temperar com sal e pimenta de moinho, adicionar a cebola picada e juntar o vinho moscatel. Descascar e cortar as maçãs às fatias ou aos cubos e adicionar, bem como as nozes e o tomilho, deixar cozinhar tapado em lume brando por uns 20 a 30 minutos. Se o molho começar a secar adicionar um copo de água.

 

Servi com arroz de espinafres (receita de um folheto do P. Doce).

Arroz de Espinafres

Ingredientes:

  • 1 cebola pequena
  • 200 g de arroz agulha
  • 1 colher de sopa de azeite
  • 5 dl de água
  • 1 pitada de sal
  • 200 g de folhas de espinafres

Preparação:

Colocar a cebola picada no tacho juntamente com o azeite e o arroz e deixe fritar, adicione a água a ferver e o sal, mexa com uma colher e deixe cozinhar 12 minutos com o tacho tapado. Junte as folhas de espinafres, misture e retire do lume. Deixe o tacho tapado 2 a 3 minutos antes de servir.

 

Nota: As receitas de hoje são para 3 pessoas.

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publicado às 23:09

Mais um Bolo de Maçã para a Colecção

por Moira, em 06.02.11

Da mesma forma como há pessoas que não deixam escapar uma receita de chocolate, eu nunca deixo escapar uma receita de bolo de maçã, apesar do meu eleito continuar a ser este, sempre que posso experimento outros, por isso quando vi um bolo com uma mistura de especiarias pouco vulgar, não podia deixá-lo para trás por muito tempo.

Deixo-vos a minha adaptação, se quiserem a receita original em francês ou italiano o link está no final da página.

Bolo de Maçã com Ras-el-Hanout

Ingredientes:

  • 150 g de açúcar
  • 150 g de margarina
  • 3 ovos
  • 1 colher de chá de ras-el-hanout
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 150 g de farinha
  • 2 maçãs (usei reineta)

Preparação:

Bater o açúcar com a margarina, adicionar os ovos, um a um batendo bem entre cada adição, por fim juntar a farinha com o fermento e o ras-el-hanout.

Colocar numa forma untada e enfarinhada, ou usar o spray desmoldante da Espiga, não necessitando de enfarinhar.

Decorar por cima com a maçã laminada e levar ao forno quente a 180º, durante cerca de 30 minutos. Ao final desse tempo, espetar um palito no bolo, se sair seco está cozido.

Notas: Pode substituir o ras-el-hanout por uma mistura de canela e cravinho, o sabor não ficará igual mas será certamente bom, ou pode fazer a sua própria mistura de ras-el-hanout conforme instruções que já deixei aqui.

 

Inspirada e adaptada desta receita de Gâteau aux Pommes et du Ras-el-Hanout.

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publicado às 23:59


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