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Mas que grande Caldeirada...

por Moira, em 05.06.09

Há comidas que gosto, e mesmo que não sejam fotogénicas vão ter que passar por aqui, porque fazem parte das minhas memórias gustativas.

Quando era criança este era o tipo de comida que eu detestava, mas vamos crescendo e vamos aprendendo a gostar de novos sabores, de qualquer das formas eu nunca tive hipótese de dizer: Não gosto!  Não como! E ainda bem, pois hoje gosto de tudo com excepção de fígados sejam lá do que forem, já tive a minha dose e pronto!

O D. há muito que me pedia para fazer uma caldeirada de cabrito, não encontrei cabrito, encontrei cordeiro que vai dar quase no mesmo, e assim nasceu o jantar de ontem.

Não sei se perceberam, mas eu tenho um tacho novo... azul como a minha cozinha, não é daqueles da famosa marca Le Creuset, mas foi o que se pode arranjar na famosa loja sueca e ajudou muito bem na confecção do jantar.

 

Caldeirada de Cordeiro

Ingredientes:

  • cordeiro (usei um pouco de cachaço e um pouco da mão)
  • 1 cebola cortada às rodelas finas
  • 2 dentes de alho
  • 2 tomates maduros, sem pele e cortados às rodelas
  • meio pimento cortado às tiras finas (usei vermelho)
  • batatas cortadas às rodelas
  • sal e pimenta q.b.
  • 1 colher de café de colorau
  • um fio de azeite
  • 1 raminho de tomilho fresco

Preparação:

Temperar o cordeiro com dois dentes de alho às lascas, um nadinha de colorau, um fio de azeite e um copo de vinho branco, e deixá-lo assim um bom par de horas.

Num tacho pôr um fio de azeite, alourar a carne, regá-la com a vinha de alhos, descartando os alhos, e temperá-la com sal e pimenta acabada de moer.

Adicionar a cebola e o tomate, um ou dois copos de água, tapar o tacho e deixar cozinhar em lume brando, quando a carne estiver tenra, adicionar as batatas e os pimentos, o raminho de tomilho, adicionar mais água se estiver muito seco e deixar cozer a batata.

Nota: Para quem não tem problemas com dieta, o que não é exactamente o meu caso, pode acompanhar com fatias de pão caseiro ligeiramente tostado.

 

Ah! O reflexo de luz que se vê na tampa do tacho é o meu precioso candeeiro de cozinha de alumíno, que funciona como reflector em sintonia com o flash que incorporei na máquina fotográfica e que faz com que as fotos dos meus jantares saiam com a luz que se vê, pois nenhuma delas foi trabalhada.

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publicado às 00:11

Parlez vous français ?

por Moira, em 04.06.09

Esta é uma sobremesa típicamente francesa, dizem que a mais famosa é a da região de Limousin, mas imagino que tal como o nosso arroz doce, cada região tenha a sua.

Desde há muito que tinha uma enorme curiosidade por esta receita, já a vi no Elvira's Bistrô e também no Sabor Saudade, esta semana ao folhear um livro de receitas muito antigo deparei-me com ela e como tinha em casa umas cerejas bem maduras a precisar de consumo, não pensei duas vezes.

Assim, aqui fica mais uma versão de um doce, que não é excessivamente doce, é delicado na boca e na minha opinião, muito bom.

Clafoutis

Ingredientes:

  • 500 g de cerejas pretas (o livro mandava pôr 750 g, mas achei demais)
  • 60 g de manteiga amolecida
  • 75 g açúcar
  • 4 ovos
  • 2 dl de natas (usei 200 g de crème fraîche)
  • 2,5 dl de leite
  • 100 g de farinha
  • 1 colher de sopa de rum (facultativo)
  • 1 colher de sopa de açúcar em pó

Preparação:

Lavar as cerejas, retirar-lhes os pés e conforme notas da Elvira e da Cláudia, não se tiram os caroços (apesar de que no livro mandava fazê-lo e eu só vi as notas delas tarde demais, prometo que da próxima vez  faço tudo direitinho).

Peneirar a farinha para uma taça, fazer um buraco no centro. Colocar no centro da farinha, 1 ovo e três gemas, a manteiga e o açúcar, misturar até obter uma massa homogénea, adicionar as natas, o rum e o leite aos poucos misturando bem. A consistência desta massa é líquida e muito idêntica à dos crepes.

Barrar muito bem um tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa, colocar as cerejas, cobrir com a massa e levar ao forno, a temperatura média, durante cerca de 30 minutos.

Polvilhar com açúcar em pó e servir morno ou frio.

Esta quantidade deu para uma forma de 20 cm de diâmetro e para seis individuais e ainda sobrou massa que hoje há-de ser utilizada em mais qualquer coisinha, entretanto estive a ver uma receita francesa, que me parece bem mais genuína e que vou experimentar para a próxima.

 

Enquanto escrevia este post veio-me à cabeça uma lenga-lenga muito engraçada, que aposto vai fazer-vos sorrir, existe uma versão mais brejeira, mas eu prefiro a versão "light".

 

Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
E falava francês
Queres que te conte outra vez?

Era uma vez
Um gato maltês
Saltou-te às barbas
Não sei que te fez
Queres que te conte outra vez?

Era uma vez
Um gato maltês
Tocava piano
Falava françês
A dona da casa
Chamava-se Inês
O número da porta era o trinta e três!
Queres que te conte outra vez?

Era uma vez
Uma galinha pedrês
E um galo francês
Eram dois
Ficaram três…
Queres que te conte outra vez?

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publicado às 15:52

Profiteroles de Atum

por Moira, em 03.06.09

Quando se pensa em profiteroles, quase sempre se associa a coisas doces, no entanto também podem levar recheios salgados.

A minha mãe há uns anos atrás fazia um recheio de espinafres e queijo, e eu tinha ideia de adicionar umas nozes, como o recheio de uns crepes que fiz outro dia e que me esqueci de pôr por aqui.

Ontem quando cheguei a casa tirei uns quantos profiteroles que ainda tinha no congelador, vai daí, como não tinha nem queijo nem espinafres, fiz um molho branco espesso com farinha, leite e uma noz de manteiga, temperei com sal, pimenta e noz moscada, à parte fiz um refogado com cebola, alho e azeite, juntei uma lata de atum desfeito, umas azeitonas verdes picadas e um molho de coentros picados. Misturei o atum com o molho branco e recheei os profiteroles.

Podem ser servidos como entrada ou acompanhados por uma salada para um jantar leve.

Como eu não gosto de fazer esta massa porque raramente me sai bem, costumo encomendar na pastelaria, é só pedir para fazerem bolinhas de massa de choux, podem ser guardados no congelador por alguns dias, depois é só retirar uns 30 minutos antes e rechear.

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publicado às 14:42

Era uma vez um pão que queria ser Ouriço...

por Moira, em 01.06.09

Hoje em Lisboa estiveram 34º, muito calor, eu sei, mas não podemos viver sem pão e eu tinha que participar em mais uma edição do BreadBakingDay, desta vez organizada pela Tangerine's Kitchen e o tema é pão multigrãos.

Pão Vitale

Ingredientes:

  • 500 g de preparado para pão vitale (usei o preparado para Pão Vitale da Nacional)
  • 300 ml de água tépida
  • 25 g sementes de girassol
  • sementes de abóbora para decoração

Preparação:

Misturar a farinha e as sementes de girassol com a água morna e deixar levedar por uma hora ou até a massa duplicar de volume.

Dar forma ao pão, decorar com as sementes de abóbora e deixar levedar por mais 30 minutos.

Leve ao forno aquecido a 200º por cerca de 30 minutos ou até estar cozido.

In English please:

Today the temperature in Lisbon was 34º C,  very hot i know, but we can't live without bread and i had to participate in the 20th edition of BreadBakingDay, this time organized by Tangerine's Kitchen, the theme is Multigrain Breads.

Vitale Bread

Ingredients:

  • 500 g multicereal flour mix (I used a preparated mix wich includes, Wheat flour, peeled sesame, saracen wheat and sunflower seeds, salt, linseeds, wheat gluten, rye flour, barley flour, wholemeal oats flour, saracen wheat flour, pelt flour, malt flour, enzimes, flour treatment -ascorbic acid, and dry yeast)
  • 300 ml of warm water
  • 25 g sunflower seeds for decoration
  • pumpkin seeds to decorate

Preparation:

Mix multicereal flour and sunflower seeds with the warm water and let rise for an hour or until the dough doubled his volume.
Shape the bread, decorate with pumpkin seeds and let rise for another 30 minutes.
Take the bread to oven heated to 200 º C for about 30 minutes or until it is cooked.

 

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publicado às 00:01


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