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convidei para jantar - escritores contemporâneos

por Moira, em 15.06.12

Sempre vivi com livros à minha volta e os meus gostos literários são bastante diversificados, mas tenho um especial carinho pela literatura latino-americana.

Laura Esquível, Vargas Llosa, Isabel Allende, Pablo Neruda, Paulo Coelho, são alguns dos meus preferidos, mas a cereja no topo do bolo é para mim Gabriel Garcia Marquez, escritor colombiano nascido a 6 de Março de 1927.

O primeiro livro que li de Gabriel Garcia Marquez foi "Cem Anos de Solidão" e dessa leitura surgiu uma enorme curiosidade para ler outras obras dele, foi assim que um após o outro li quase todos os seus livros.

"Cem anos de Solidão" é considerada um marco da literatura latino-americana e tem a particularidade de ser um dos livros mais lidos e mais traduzidos no mundo inteiro.

"Cem anos de Solidão" é a história da família Buendía-Iguarán com os seus milagres, fantasias e obsessões, mas também com as suas tragédias, incestos, adultérios, descobertas e condenações.

Na obra de Gabriel Garcia Marquez estão sempre representadas fantasia e realidade, tragédia e amor, e as memórias do escritor fundem-se muitas vezes com os personagens dos seus próprios livros.

Foi assim que surgiu a ideia desta receita, porque também ela é feita de memórias, e por isso achei que apesar de simples seria uma boa escolha para um jantar com o meu escritor preferido.

Mas passemos à história da receita, nos meus tempos de menina era costume passar uns dias em casa dos meus tios maternos numa aldeia perto da Figueira da Foz, desse tempo as minhas recordações também se confundem entre a minha imaginação e a realidade. Lembro-me dos preparativos em dia de cozedura de pão e de umas sardinhas que eram postas na telha entre camadas de farinha de milho. Não sabendo ao certo como eram feitas apelei à sabedoria da minha mãe, que me explicou tudo no momento e à falta de uma telha as sardinhas foram para o forno num tabuleiro e se as sardinhas da minha memória me pareciam perfeitas, estas não lhes ficaram atrás.

Com esta receita participo no desafio lançado pela Ana do Anasbagueri e este mês alojado no De Cozinha em Cozinha passando pela minha.

Sardinhas no Forno

Ingredientes:

  • 6 sardinhas
  • sal q.b.
  • 2 dentes de alho bem picados
  • 4 colheres de sopa de azeite
  • 1 pitada de "Piment d'Espelet"
  • Farinha de milho branca q.b.

Preparação:

Temperar as sardinhas com o sal e o alho picado, regar com o azeite e deixar marinar cerca de 1 hora.

Polvilhar generosamente o fundo de um tabuleiro com farinha de milho, colocar por cima as sardinhas juntas mas desencontradas, cabeças com rabos. Polvilhar de novo generosamente com farinha e levar ao forno quente a 200º com ventilador durante cerca de 20 a 25 minutos.

Servir com batata cozida com pele ou uma boa salada verde.

 

Nota:

A farinha de milho ensopa com o azeite e a gordura das sardinhas e fica com uma agradável textura e um sabor que faz lembrar a broa de milho. 

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publicado às 22:51


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25 comentários

De <rosa sdantos a 20.06.2012 às 00:45

Olá Moira!
Depois de visitar o Pão e Beldroegas, costumo dar por aqui uma voltinha. mas hoje tinha que comentar. Pelas sardinhas que assim ficam divinas e um pouco por Gabriel Garcia Marquez.
Ainda lembro esses dias de cozer broa, mas minha avó deitava a sardinha sobre discos de massa de broa que chamava-mos, de bolo de sardinha, era uma festa.
Sobre o escritor, fascinou-me a sua obra, Amor em Tempos de Cólera, ele é sublime.
Parabéns para o seu blog e um beijinho.

De Moira a 04.07.2012 às 14:53

Olá Rosa,
Obrigada pela visita.
A minha tia também fazia essa broa com sardinhas e outra com toucinho, ambas eram uma delícia.
Bj

De Manuela a 17.06.2012 às 22:13

Para mim este escritor é magnifico,já li "cem anos de solidão" há bem + de 20 anos....Quanto às sardinhas vou exprimentar da maneira que indica. Faço com menos farinha e esta é de trigo,as sardinhas ficam bastante crocantes que até se comem as espinhas ( eu não...mas há quem as coma kkkk).Bjssss

De Moira a 04.07.2012 às 14:50

Nunca experimentei com farinha de trigo, mas também deve ser bom :)

De Ginja a 17.06.2012 às 18:27

Como não gostar de Gabriel Garcia Marquez.
Também foi esse o primeiro livro que li dele e me apaixonei por completo.
Receitas com memórias têm sempre um sabor especial. Por cá fazemos umas parecidas, mesmo na telha :)
Um beijinho.

De Moira a 04.07.2012 às 14:50

Eu acho que são típicas da região, tenho pena de não ter uma telha, mas assim também não ficaram más.
Bj

De Eugénia do Vale a 17.06.2012 às 15:03

Hoje na minha busca por novas texturas encontrei o seu blogue e logo segui os seus ensinamentos.
Visite-me e veja por si, obrigada por tudo, bj

De Moira a 17.06.2012 às 15:24

Obrigada pela visita Eugénia, já fui espreitar o seu blog e fiquei fascinada com a sua horta, quem me dera ter um espaço assim.
Bj e volte sempre

De littlebubble a 17.06.2012 às 11:29

Olá!
Também adoro Gabriel Garcia Marquez, sem dúvida um dos meus preferidos de sempre. E como tal, só queria fazer um pequeno reparo. Ele nasceu em 1928 e não 1927

:)

Beijinho

De Moira a 17.06.2012 às 15:07

Lamento discordar, mas ele realmente nasceu em 1927, eu tenho praticamente toda a obra de Garcia Marquez e também a única biografia autorizada pelo próprio e todos eles apontam como data de nascimento do escritor o dia 6 de Março de 1927. De qualquer das formas obrigada pelo comentário.

De littlebubble a 17.06.2012 às 16:36

Sim também tenho todos os livros e em todas as contra-capas me aparece o ano de 1928 como data do seu nascimento. O que é engraçado tendo em conta que nasceu em 28 e ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 82. Sempre achei piada a esse facto.

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1982/marquez-bio.html

De Moira a 17.06.2012 às 17:47

Tens razão, depois de ver o link que enviaste e de uma breve busca pela net cheguei à conclusão que os sites se dividem no que toca à data de nascimento de GGM, pelo que vou manter a data de 1927 por ser a que consta da biografia oficial escrita por Gerald Martin (das edições D. Quixote) e para a qual teve a colaboração não só da família, como do próprio Gabriel García Márquez.

De pipoka a 17.06.2012 às 09:52

Amiga,

Fiquei agradavelmente surpreendida com esta receita. Nunca cozinho sardinhas, porque gosto delas assadas e num apartamento é impossível... Mas na verdade nunca tinha deparado com uma receita de sardinhas (que não assadas) que me tenha suscitado vontade de fazer. Esta foi a primeira vez ;-)

bjs

De Moira a 17.06.2012 às 15:09

Amiga Pipoka,
Sabes que depois de falar com a minha mãe fui consultar a nossa bíblia da culinária da querida Maria de Lurdes Modesto e a receita destas sardinhas está lá :)
Bjs

De Carla a 16.06.2012 às 18:46

Moira,
Tenho também um gosto especial pela literatura latino-americana. As vivências, história, tradições do povo latino-americano prestam-se à criação das personagens e estórias mais fantásticas e humanas. Gabriel Garcia Marquez é um marco na literatura. Depois de conhecer os Buendia não mais resisti a um livro do autor. Obrigada pela tua participação neste desafio. E quanto às sardinhas levo já a receita comigo.
Beijinhos

De Moira a 17.06.2012 às 15:10

É verdade Carla, a obra dele é contagiante. Mais uma vez foi um prazer participar neste evento que nos faz pensar, pesquisar e escrever alo diferente.
Beijo

De Maria a 16.06.2012 às 10:23

Olá Moira,
Gostei imenso desta tua publicação até porque adoro o o teu convidado e, coincidentemente, a primeira obra que li deste autor foi "Cem anos de solidão".
Quanto às sardinhas, estão espectaculares e vem de encontro ao que penso acerca deste peixinho que, apesar de o seu destino ser preferencialmente a brasa, é muito versátil e resulta sempre em pratos muito apetitosos.
Parabéns.
Beijo
Maria

De Moira a 17.06.2012 às 15:13

Maria,
Depois de ler Cem Anos de Solidão fica-se com uma enorme curiosidade de ler outras obras do autor, não é à toa que ele está entre os melhores autores do mundo e o mais lido na literatura hispânica a seguir ao D. Quixote :)
Quanto às sardinhas elas são realmente muito versáteis, embora a maioria das pessoas se limite a assá-las na brasa.
Bj

De Marmita a 16.06.2012 às 08:30

Mais uma participação muito boa, adorei a escolha e a receita bastanta invulgar, bom fim-de-semana

De Moira a 17.06.2012 às 15:14

Obrigada! Também gostei muito da tua escolha, mas ainda passo por lá a comentar.
Bj e bom domingo

De Olga Pinto a 16.06.2012 às 07:31

:) Que saudades de ler Allende ou Laura Esquivel...o entusiasmante Casa dos Espíritos, o lindíssimo e comovente Paula, a aventura de o Reino de o Dragão de Ouro, no caso de Laura Esquivel...o apaixonante Como água para chocolate ou Tão veloz como o desejo...aiaiai "suspiro". :) Mas os últimos tempos têm sido de poucas leituras...a televisão tem sido mais usada...entorpece a mente e infelizmente ou não ajuda-me a adormecer...porque um bom livro, leva-me a ficar acordada pela noite dentro só para ler mais um bocadinho..."a seguir apago a luz...mas é só mais um bocadinho" :P heheheh Adorei a ideia das sardinhas no forno, até porque normalmente ou como assadas ou então da "petinga" frita com arroz de feijão :P a experimentar sem dúvida

De Mayte a 17.06.2012 às 00:49

Una receta estupenda, llena de sabor y con muchas "letras"

Mil beijos.

De Moira a 17.06.2012 às 15:21

Muchas gracias Mayte! Las "letras" están para la alma como los alimentos para el corpo ;)
Mil Besotes

De Moira a 17.06.2012 às 15:16

Olá Olga,
Eu felizmente vou continuando a ter tempo para ler e reler alguns livros. E por falar em Laura Esquível, esse livro é apaixonante, tenho que relê-lo e fazer uma das suas receitas.
Também gosto muito de petinga frita :)
Bj e bom domingo

De Olga Pinto a 17.06.2012 às 16:03

Desde que não seja o bolo de casamento ;) heheheh eu tenho de arranjar tempo...muitas vezes deixo-me levar pelo cansaço e não pode ser :) vou ver se me aventuro já nos próximos dias

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