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Desta vez e na sequência da minha colaboração com o substituto de sal Bonsalt trago-vos um bolo que faz qualquer um feliz, desde que goste de chocolate, é claro. E porque um dia não são dias, um aniversário é sempre um bom pretexto para se fazer um bolo especial.
A receita foi ligeiramente adaptada de um livro já bastante antigo de uma conhecida marca de adoçantes e realizada, a pedido, para o aniversário de duas grandes amigas minhas, mãe e filha que fazem anos no mesmo dia.
Bolo Mousse de Chocolate
Ingredientes:
Para a Massa
Para a decoração
Preparação do Bolo:
Bater as gemas com o açúcar até dobrar o volume e adicionar a farinha, mexendo apenas para envolver.
Derreter o chocolate partido em pedacinhos com a manteiga, 1 minuto no micro-ondas na potência máxima, mexer com uma vara de arames e se necessário colocar mais 10 segundos, mexer até o chocolate estar todo derretido.
Adicionar o chocolate derretido às gemas.
Bater as claras em castelo com uma pitada de Bonsalt e envolvê-las com uma espátula no preparado anterior.
Levar ao forno quente em forma untada e polvilhada com cacau.
Deixar arrefecer um pouco e desenformar.
Deixar arrefecer completamente antes de decorar.
Preparação da cobertura e decoração:
Derreter o chocolate, 1 minuto no microondas, juntar o café, mexer para envolver e verter apenas no centro do bolo, espalhando ligeiramente com as costas de uma colher.
Pôr framboesas a toda a volta do bolo, colocar as restantes espalhadas por cima do bolo e decorar com as folhinhas de hortelã.
O convite que recebi da Vaqueiro para participar no World Baking Day, evento que eu desconhecia, foi o pretexto para fazer um bolo que ainda não tinha experimentado, mas que já tinha provado faz tempo, e se a memória não me falha, feito pela Margarida.
"O World Baking Day, que se assinala a 19 de Maio, é uma iniciativa mundial que tem como objectivo incentivar a agarrar nas varetas e na batedeira e encorajar as pessoas a fazer um bolo."
Quanto à receita ela foi improvisada a partir da leitura de várias receitas de Crumble Cakes mas que não seguiu nenhuma delas à risca, sendo a fusão de várias delas. O resultado é bastante interessante, fica uma base fofa e um topo crocante.
Bolo Crumble de Mirtilos
Ingredientes:
Para o Bolo
Para o Crumble
Preparação:
Comece por preparar o crumble misturando todos os ingredientes do crumble que devem ser trabalhados com a ponta dos dedos até ficarem com aspecto de pequenas migalhas. (Na Bimby/Thermomix, coloque todos os ingredientes no copo e programe 10 segundos)
Coloque numa caixa e reserve no frigorifico enquanto prepara o bolo.
Entretanto bata a margarina com o açúcar e a raspa de limão até obter um creme esbranquiçado, adicione os ovos, um a um batendo bem a massa entra cada adição.
Por fim adicione a farinha misturada com o fermento em pó, alternando com o iogurte.
Numa forma com aro amovível, forrada com papel vegetal, untada e enfarinhada, deite metade da massa, espalhe por cima os mirtilos e deite por cima a restante massa. Polvilhe com o crumble e leve ao forno quente durante 30 a 40 minutos, verique se está cozido com um palito, se sair seco o bolo está cozido.
Retire e deixe arrefecer antes de desenformar.
Coloque num prato e decores com alguns mirtilos e folhinhas de hortelã.
Notas: A vaqueiro líquida pode ser substituída por manteiga ou por outra margarina.
Os mirtilos podem ser substituídos por outra fruta a gosto, de preferência fresca, pois a congelada larga muito líquido.
Se não gostar pode omitir a canela, e se preferir pode substituir a amêndoa moída por coco ralado.
O iogurte também pode ser substituido por leite.
A Vaqueiro líquida usada na receita foi gentilmente oferecida pela marca, especialmente para participar no World Baking Day.
Já todos devem saber que eu não sou fã de dias disto e dias daquilo, no entanto compreendo que cada vez mais é necessário criar um dia específico, para em conjunto chamar à atenção da população em geral, para um determinado assunto. Neste caso eu diria que é um problema e afecta um enorme número de portugueses.
Hoje é o Dia Mundial da Hipertensão, e segundo dados da Sociedade Portuguesa de Hipertensão, mais de 40% dos portugueses sofre deste mal. Só na minha família tenho 5, por isso há que ter cuidados redobrados, nomeadamente: reduzir o sal, controlar os valores da tensão arterial, praticar algum exercício físico, comer mais fruta e legumes, e nunca stressar, em resumo adoptar um estilo de vida mais saudável para assim contornar algumas maleitas.
Apesar de nem todos os casos de hipertensão serem derivados da alimentação, há no entanto uma clara relação entre o consumo de sal e o aparecimento da doença.
Segundo a Organização Mundial de Saúde, o consumo de sal recomendado por adulto deveria ser de 5 g diários ao invés dos 10,7 g que consumimos e no que toca às crianças, os números então são assustadores, pois consomem 4 vezes mais que a dose diária (3 g) recomendada, há por isso que reflectir sobre o assunto e começar por alterar hábitos.
Bonsalt é um bom aliado dos hipertensos, por isso, neste dia da Hipertensão, nada como um receita sem sal, onde o sal convencional é substituído por Bonsalt. Escolhemos uma receita mais saudável, não deixando no entanto de ser apelativa à vista e ao palato.
Peito de Frango Grelhado com Couscous e Molho de Citrinos
Ingredientes:
Para o molho
Preparação:
Misturar todos os ingredientes do molho e reservar.
Temperar os peitos de frango com Bonsalt, os dentes de alho laminados, um terço do molho de citrinos e deixar marinar pelo menos 30 minutos.
Grelhar o frango numa chapa quente.
Entretanto preparar colocar o couscous numa taça, deitar por cima a água quente com uma colher de café de Bonsalt e duas colheres de sopa do molho de citrinos, mexer e reservar tapado por 5 a 10 minutos. Soltar os grãos do couscous com um garfo, rectificar temperos se necessário e colocar uma porção no centro dum prato, colocar o peito de frango grelhado por cima e decorar com salada a toda a volta e algumas folhas de manjericão. Regar o frango e a salada com o restante molho e servir de imediato.
Notas:
O molho de citrinos foi baseado no molho elaborado no workshop que o substituto de sal Bonsalt ofereceu no Kiss the Cook há alguns meses atrás.
Pode substituir o couscous por outro acompanhamento mais a gosto, mas não prescinda da salada.
O substituto de sal Bonsalt usa-se da mesma forma que o sal marinho, no entanto por ser um sal à base de potássio não deve ser consumido por pessoas com problemas renais ou doentes cardíacos de longa data, pelo que deve consultar sempre o seu médico antes de usar, este ou qualquer outro produto.
Foi com alguma surpresa que recebi o convite para participar no almoço de apresentação da nova cerveja artesanal Super Bock Selecção 1927 (Imperial Stout) e que me sentou à mesa com um rol de ilustres convidados já habituados a estas lides, não pelo convite em si, mas porque humildemente considero que não percebo nada de cervejas, ou pelo menos não percebo o suficiente para me fazer entendida sobre o assunto, e muito menos de crítica gastronómica, pelo que tudo o que escrever a seguir é resultado apenas da minha experiência pessoal e não deve ser entendido como uma critica.
Este almoço pretendeu não só dar a conhecer a nova cerveja artesanal da Super Bock, mas também valorizar e tornar mais requintada a experiência de beber uma cerveja.
O local escolhido para servir o menu degustativo foi o 1300 Taberna, (um local a regressar com os amigos) situado na LX Factory em Lisboa e a escolha da ementa foi feita em parceria pelo chef Nuno Barros e por Beatriz Carvalho, Beer Sommelier da Unicer.
Iniciámos a refeição com um amuse bouche de manteiga de amendoim e maçã e outro de tremoço (uma espécie de provocação para quem queria demonstrar que a cerveja não serve só para acompanhar tremoços), ambos muito agradáveis e que harmonizaram com uma Weiss branca, de sabor suave e frutado que me agradou em pleno, tendo sido uma das minhas preferidas, talvez por ser muito refrescante num dia que o calor apertou. Pena que ainda não se encontre à venda em supermercado, (eu seria cliente) mas apenas em restaurantes e cervejarias.
Veio também para a mesa um pão de cerveja preta stout, que tem a textura de um bolo, que foi servido ainda morno com manteiga de ovelha, que fez soltar vários "hummm" de satisfação entre os presentes.
Seguiu-se um Salmão fumado com creme de couve flor, natas, funcho, laranja e pão fumado que acompanhou uma cerveja Malte Whisky, sem ser das minhas preferidas tenho a certeza que agradaria ao marido que é fã e deste tipo de cerveja, de sabor intenso e de teor alcoólico um pouco mais forte que o habitual.
O prato de carne, umas bochechas de porco com molho Super Bock Abadia, foi acompanhado pela mesma e também por uma Bock, de sabor forte e um travo amarguinho na boca que eu gosto bastante e que me fez lembrar algumas das cervejas que provei em Munique há alguns anos atrás.
Chegados às sobremesas, uma enorme surpresa, pelo menos para mim, que nunca me passaria pela cabeça servir queijo da Serra da Estrela DOP Curado amanteigado para acompanhar uma Super Bock Selecção 1927 Imperial Stout, mas surpresa das surpresas, não só gostei como recomendo a experiência, embora não tenha sido essa a opinião de todos os presentes.
Finalizámos a refeição com um Créme Brulée, com malte chocolate, gelado de caramelo e chocolate preto, o prato que reuniu menos consenso na apreciação, o que mais se discutiu em termos de harmonização de sabores, mas que ainda assim não deixa de ter sido uma boa experiência.
Da direita para a esquerda, temos a Weiss (Cerveja de trigo, típica da Baviera), Malte Whisky, Super Bock Abadia, a Bock e a Super Bock Selecção 1927 (Imperial Stout).
Resta-me agradecer este simpático convite, e a experiência gustativa que valorizou o uso da cerveja e que foi uma experiência óptima.
E depois desta apresentação, passemos à receita, que é uma tentativa de reproduzir um dos amuse bouche do Chef Nuno Barros.
Bolachinhas de Água e Sal com Manteiga de Alcagoita e Maçã
Ingredientes:
Preparação:
Colocar a farinha numa taça, fazer um buraco no meio e deitar o azeite, de seguida junte a água aos poucos até formar uma bola de massa homogénea e elástica.
Entender a massa bem fina com a ajuda do rolo da massa ou passe-a nos rolos da máquina de fazer lasanha.
Corte com um corta bolachas ou faça quadrados com uma faca. Pique a superfície das bolachas com um garfo, para não empolarem e leve ao forno aquecido a 180º durante cerca de 10 minutos. Só até alourarem ligeiramente, pois elas enrijecem depois de frias.
Barre cada bolachinha com 1 colher de café de manteiga de alcagoita e coloque por cima quadradinhos de maçã. Sirva de imediato.
Notas: Caso não seja para servir logo convém passar a maçã por sumo de limão, para não oxidar e escurecer.
Alcagoitas é o nome que se dá aos amendoins no Algarve. Esta manteiga de alcagoita é produzida em Aljezur, com produto biológico e 100% nacional, muito diferente das várias manteigas de amendoim que provei até hoje.
Numa alimentação saudável o sal tal como o açúcar, devem ser sempre usados com moderação.
Devemos privilegiar o uso de ervas aromáticas e especiarias no tempero dos alimentos, evitar os açúcares refinados, e reduzir o consumo de gorduras. Para completar este quadro o ideal é praticar algum tipo de exercício físico, pelo menos 2 a 3 vezes por semana.
Assim, e no âmbito da colaboração com o substituto de sal Bonsalt, trago-vos mais uma receita simples e relativamente rápida de confeccionar que usa este ingrediente.
Sendo o Bonsalt um sal (cloreto de potássio), também ele deve ser consumido de forma moderada, pelo que o uso do alecrim nesta receita permite diminuir muito a quantidade de sal que se usaria habitualmente.
Apesar de nem todos serem apreciadores, esta é uma das carnes que, quando de boa qualidade, pouco ou nada precisa para ficar saborosa.
Costeletas de Borrego Grelhadas com Alecrim
(Inspirada e adaptada de uma receita do Chef Kerry Simon)
Ingredientes:
Acompanhamento:
Preparação da Carne:
Pincelar as costeletas com azeite.
Temperar com Bonsalt, polvilhar com o alecrim picado e deixar marinar por cerca de uma hora.
Aquecer a grelha, colocar as costeletas e grelhar de ambos os lados a gosto.
Preparação do acompanhamento:
Descascar as maçãs, fatiá-las e regá-las com o sumo de limão.
Levar uma frigideira anti-aderente ao lume com o azeite, quando estiver quente juntar as maçãs, polvilhar com o caril, adicionar a água e deixar cozinhar por alguns minutos, o tempo de cozedura depende da variedade de maçã que usar. Regar com um fio de mel, juntar umas gostas de tabasco verde, mexer para envolver e servir junto com as costeletas e uma salada de agrião.
Nota:
O substituto de sal Bonsalt usa-se da mesma forma que o sal marinho, no entanto por ser um sal à base de potássio não deve ser consumido por pessoas com problemas renais ou doentes cardíacos de longa data, pelo que deve consultar sempre o seu médico antes de usar, este ou qualquer outro produto.
As palavras nunca serão suficientes, para falar sobre a minha mãe, para a elogiar, para lhe agradecer a pessoa que sou e dizer da sorte que tenho por ainda a poder ter perto de mim, por a poder escutar nas alegrias, nas tristezas e em todos os momentos da minha vida.
É bom contar com ela quando tenho dúvidas ou quando quero simplesmente fazer conversa fiada e para acompanhar a nossa tagarelice trago uma bebida fresca, que a minha mãe bebe tudo fresco, seja verão ou inverno.
É a ela que dedico esta bebida que foi elaborada no âmbito da parceria com a It by Jugais e em que mais uma vez usei a infusão bio de erva príncipe.
Néctar de Manga com Chá Príncipe
Inspirada nesta sobremesa da minha querida amiga Isabel
Ingredientes:
Preparação:
Bimby/Thermomix
Levar a água ao lume quando estiver quase a ferver deitar a erva príncipe mexer e deixar em infusão por 10 minutos, coar e deixar arrefecer completamente.
Descascar a manga e cortá-la em pedaços. Pulverizar o açúcar, acrescentar os pedaços de manga e o sumo de limão e triturar, 1 minuto na velocidade 6.
Acrescentar a infusão de erva príncipe e programar mais 1 minuto na velocidade 5. Servir fresco.
Tradicional:
Levar a água ao lume quando estiver quase a ferver deitar a erva príncipe mexer e deixar em infusão por 10 minutos.
Coar, adicionar o açúcar, mexer e deixar arrefecer completamente.
Descascar a manga, cortá-la em pedaços e colocá-la no liquidificador juntamente com o sumo de limão triturando até ficar em puré, cerca de 2 minutos.
Adicionar a infusão coada e misturar bem e servir fresco.
Nota:
Costumo preparar a infusão de véspera, deixo arrefecer e coloco no frigorifico de um dia para o outro, assim ao acrescentá-la ao puré de manga a bebida estará fresca, mas também pode acrescentar uns cubos de gelo durante a preparação do nectar.




World Bread Day