Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
20 de Novembro de 2009

O Tertúlia de Sabores começou nestas andanças muito timidamente e sem qualquer experiência exactamente há dois anos atrás, foram dois anos de partilha, trabalho, desafios e muita aprendizagem.

No final do primeiro ano tinha 25.000 visitantes, ao chegar ao segundo ano conta com mais 200.000 visitantes, um número gigantesco para quem queria apenas ter um espaço para partilhar as receitas com a família e os amigos.

Tudo isto só foi possível graças a vós, às vossas visitas e ao vosso apoio. Mas também devido ao apoio do Pedro Neves da equipa de blogs do Sapo que desenhou a imagem que o Tertúlia tem hoje, bem como à restante equipa do Sapo que diáriamente dá destaque aos seus blogs.

Mas porque hoje é dia de festa, para a qual todos foram convidados, vou espreitar as vossas participações e estou ansiosa por saber quais foram as vossas escolhas, entretanto deixo-vos um bolo que espero seja do vosso agrado.

Bolo de Chocolate Negro com Recheio de Côco e Cobertura de Chocolate Branco

Ingredientes:

Para o Bolo

Para o Recheio

Para a Cobertura

Preparação:

Bolo

Derreter o chocolate com a manteiga em banho maria, ou cerca de 1 minuto no micro ondas.

Bater as gemas com o açúcar até duplicar de volume.

Bater as claras em castelo.

Adicionar o chocolate às gemas, e juntar alternadamente a farinha e o fermento com as claras batidas em castelo.

Vai ao forno aquecido a 180º em duas formas untadas e polvilhadas de cacau em pó durante cerca de 30 ou até estar cozido, utilizar a técnica do palito. Ou então numa só forma, mas depois tem que se cortar ao meio para poder rechear

Recheio

Misturar o leite condensado com o côco ralado.

Cobertura

Picar o chocolate branco, aquecer o leite condensado, adicionar o chocolate e a manteiga e misturar tudo até dissolver o chocolate.

Montagem

Desenformar os bolos e deixar arrefecer. Colocar o recheio num dos bolos, pôr o outro por cima e deitar por cima a cobertura deixando-a cair em fio e formando círculos de forma a que possa no final escorrer um pouco para as laterais do bolo.


Quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
18 de Novembro de 2009

Hoje cabe a vez da Mariana do Blog Caos na Cozinha, ela diz-se capaz de criar cenários de guerra na Cozinha, mas eu não consigo acreditar, as páginas do Caos não apresentam desastres culinários, bem pelo contrário. Página após página encontram-se belíssimas receitas e também participações no 4 por 6  que se revelam verdadeiras surpresas.

Apesar de ter ficado muito feliz por todos terem aceite o meu convite, tenho que agradecer à Mariana de uma forma muito especial, é que ela voltou aos estudos, entrou para medicina e o seu tempo agora é mais do que precioso, depois de uma semana de frequências ela conseguiu ainda teve coragem de ir para a cozinha e fazer esta delícia que hoje nos apresenta.

Mariana agradeço-te do fundo do coração por teres aceite este convite e conseguires estar presente nesta festa. 

A cozinha e as palavras agora são por conta da Mariana:

Os aniversários são para comer coisas boas. Também são para celebrar, claro, mas, cá entre nós, os aniversários foram inventados por gente gulosa.

E foi por isso que, como boa gulosa que sou (apesar de preferir os salgados aos doces), não pude recusar o convite da Moira, do Tertúlia de Sabores, para participar nas celebrações do 2º aniversário do seu fantástico blog. A Moira, como boa gulosa que também é, resolveu convidar umas boas mãos cheias de outros gulosos, para juntos fazermos a festa. E que festa que tem sido!

Dei muitas voltas à cabeça e confesso que não estava a ser nada fácil escolher o que cozinhar para circunstância tão especial. Mas um dia, sozinha em casa, ao jantar, fiz um crisp de maçã e mal o provei soube que estava decidido: um crisp quentinho, para dar as boas vindas a Novembro e para celebrar em grande os 2 anos do Tertúlia de Sabores!

 

Foto da autoria da Mariana, gentilmente cedidas para este evento.

 

Crisp de Maçã (adaptado daqui)

Recheio

Cobertura

Pré-aqueça o forno a 180ºC.

Descasque, descaroçe e corte as maçãs em cubos pequenos. Coloque-as numa tigela, misture-lhes o açúcar amarelo e o sal e reserve.

Noutra tigela, misture farinha, açúcar, canela, noz moscada, gengibre, nozes e amêndoas. Acrescente a manteiga derretida e misture bem com um garfo, até que tudo pareça migalhas.

Coloque as maçãs (e todo o sumo que tiverem soltado) num prato de forno. Cubra com as migalhas de cobertura e leve ao forno por 30 minutos (ou um pouco mais, para que o açúcar e os sumos caramelizem ligeiramente), a meio do forno para que o crisp não queime.

Sirva quente ou morno, com ou sem gelado de baunilha.

 

Foto da autoria da Mariana, gentilmente cedidas para este evento.

 

Enquanto assa, a casa enche-se do aroma das especiarias. O crisp, se ficar um bocadinho mais no forno, fica com um caramelo leve no fundo, com sabor a maçã. Óptimo para comer numa noite chuvosa. Parabéns à Moira e ao seu Tertúlia de Sabores. Que nos inspire por muitos e muitos mais anos!

 

Obrigada Mariana, pela receita e pelo tempo que perdeste de volta dos tachos para brindar ao Tertúlia, no final eu acho que valeu a pena pois foi mais uma escolha perfeita. E claro está que esta será mais uma receita a fazer nos proximos tempos.


Terça-feira, 17 de Novembro de 2009
17 de Novembro de 2009

A Pipoka é uma das Three Fat Ladies, parece ser um doce de pessoa, pelo menos é assim que a imagino, gosta de experimentar comidas exóticas, é fã incondicional de comida indiana e é também uma das participantes no projecto 4 por 6, de que já vos falei antes. Este também era um dos blogs que eu lia antes de de ter iniciado o Tertúlia, e é um blog a que recorro frequentemente quando estou sem ideias para o jantar (acreditem que também tenho dessas coisas).

Esta cozinha hoje fica mais uma vez nas mãos de mais uma das minhas convidadas,  mãos cheias de mestria como poderão comprovar pela receita enviada pela Pipoka.

Deixo-vos as palavras e a receita com que me presenteou:

As especiarias são uma boa metáfora para representar a minha paixão pelo Tertúlia de Sabores (e admiração pela Moira). Um blogue aromático, doce, quente, aconchegante... que me viciou por estes ingredientes, mas também pela sabedora prosa da Moira, as belíssimas imagens e as receitas inspiradoras. Os meus parabéns pelos 2 anos do Tertúlia, e por tudo o que faz deste blogue um dos meus favoritos.

 

Fotos da autoria da Pipoka, gentilmente cedidas para este evento.


Entrecosto Caramelizado com Especiarias

e Arroz de Ananás -  para 4 pessoas
Ingredientes:

Preparação da Carne:

Corte a carne de acordo com o seu gosto (pode deixar a peça intacta, mas levará mais tempo a cozinhar). Num recipiente, misturar o vinho, as especiarias, 1 colher de sopa de azeite, o açúcar e o sal. Esfregar esta mistura no entrecosto.

Colocar o entrecosto num saco plástico juntamente com a marinada. Deixar marinar cerca de 30 minutos. Selar o entrecosto no resto do azeite (1 colher de sopa), em lume forte para que fique ligeiramente tostado. Baixar o lume e juntar a marinada, o vinagre e o gengibre. Deixar cozinhar, sempre em lume brando, até o entrecosto ficar tenro e o molho ficar espesso e caramelizado (cerca de 1h30 para entrecosto cortado, 2h para peça inteira). Atenção: se o molho caramelizar muito depressa pode ser necessário juntar um pouquinho mais de água.

Preparação do Arroz:

Entretanto, cortar o ananás em cubinhos pequenos.

Tirar as sementes e os veios da malagueta e cortá-la em pedacinhos.

Preparar o arroz de acordo com as instruções da embalagem.

Juntar o ananás e a malagueta. Enfeitar com folhas de coentros.


Receita adaptada do livro Spice it. 

 

 

Como diria a minha avó um grande "Bem Haja" que quer dizer o mesmo que Obrigada Pipoka! Pela receita, pela dedicação com que a executaste e pelas palavras simpáticas que me enviaste. Gostei muito da sugestão que de certeza me lembrará de ti cada vez que a executar.


Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
16 de Novembro de 2009

Hoje trago-vos duas receitas de sapateira, as únicas que se vão fazendo cá por casa, não porque não haja muitas outras formas de a confeccionar mas porque estas são as duas que mais gostamos.

No entanto, e porque sei que nem todos sabem como arranjar uma sapateira, resolvi ter um pouco mais de trabalho e em conjunto com o marido mostrar-vos uma espécie de passo a passo.

Não vos ensino a cozê-la porque não o faço cá em casa, simplesmente compro-as cozidas e essa parte passo à frente. Dizem que esta é a melhor altura do ano para comprar sapateiras, não sou eu que o digo mas a senhora do viveiro onde costumo comprá-las, é quando estão mais cheias.

Primeiro passo, como escolher uma sapateira, diz-se que as fêmeas são melhores que os machos, mas para distinguir uns dos outros não é difícil, conforme a figura abaixo, a base da sapateira fêmea é mais redonda, a do macho é mais estreita, se tiverem dúvidas talvez seja melhor perguntar ao vendedor.

Segundo passo, como abrir uma sapateira:

Terceiro passo o que se deita fora, ou seja o que não é comestível do lado esquerdo e o que é comestível do lado direito e em baixo (a parte onde estavam agarradas as patas e por onde se abriu a sapateira também é comestível):

Posto isto basta retirar o que não presta e tudo o resto coloca-se numa taça e esmaga-se com a ajuda de um garfo, retira-se também a carne que está na parte de onde se retiraram as patas da sapateira e temos algo como o que está na figura acima do lado direito.

Agora vamos às receitas:

Sapateira Recheada

Ingredientes:

Preparação:

Misturar tudo, rectificar se está bom de sal. A mistura deve ficar ligeiramente avinagrada e com o aspecto de uma mousse, se estiver muito liquido adicionar um pouco mais de maionese. Normalmente serve-se na própria concha da sapateira depois de lavada e seca. Eu pessoalmente prefiro servir em tacinhas.

Acompanha com tostas.

 

Sapateira Gratinada

Ingredientes:

Preparação:

Faz-se um refogado com a cebola o alho e o azeite, deita-se o miolo da broa e a cerveja preta e por fim o miolo da sapateira e os coentros picados e um pouco de picante se gostar.

Deixa-se evaporar o líquido e põe-se em pratinhos que possam ir ao forno e à mesa, para quem gostar pode polvilhar com um pouco de queijo ralado, mas eu nunca ponho.

Vai ao forno uns 1o a 15 minutos para gratinar

Serve-se quente e pode acompanhar com salada de folhas verdes.


Domingo, 15 de Novembro de 2009
15 de Novembro de 2009

O dia da cor, alojado no Blog Delícias e Talentos criado especialmente para o efeito pela Mary, está a entrar na fase final, ainda não acabou e eu já começo a ter saudades da correria e da procura da receita certa para publicar.

Desta vez e ao contrário de todas as outras a minha receita surgiu completamente por acaso, sem procura, sem preocupações, vinha numa embalagem de cogumelos que para mim eram completamente desconhecidos e que nem sequer me lembrei de fotografar, mas podem ver o aspecto deles aqui.

A receita em questão é um risoto, mas eu prefiro chamar-lhe arroz, para mim é mais genuíno, muito mais português, até porque utilizei uma qualidade de arroz carolino nacional que se cultiva na zona de Alcácer do Sal e que é muito bom para este tipo de pratos.

O resultado final foi muito agradável, e quer o gengibre, quer o molho inglês que não vinham na receita original conferiram-lhe um perfume bastante harmonioso.

Arroz de Frango e Cogumelos Eryngii

Ingredientes:

Preparação:

Cozer o frango com uma folha de louro, o cravinho e os bagos de pimenta. Reservar o caldo e desfiar o frango.

Num tacho aquecer o azeite e a margarina e saltear o alho e a cebola, quando estiverem macios adicionar os cogumelos partidos às tiras e deixar cozinhar mexendo sempre até terem uma cor ligeiramente dourada.

Adicionar o arroz, temperar com sal e pimenta, mexer e adicionar um pouco de caldo de frango, ir mexendo sempre e acrescentando mais caldo consoante ele se vai evaporando. Adicionar o frango e o molho inglês, continuar a mexer e a adicionar caldo até o arroz estar cozido mas inteiro. Apagar o lume e adicionar o queijo ralado e servir de imediato.


15 de Novembro de 2009

Já tinha falado no assunto antes e desta vez é só para lembrar os mais despistados que ainda estão a tempo de participar no passatempo do 2º  Aniversário do Tertúlia de Sabores. Esta é a forma de todos se poderem sentar à mesa desta cozinha, que completa agora o seu segundo ano de existência, testando as receitas que se fazem cá por casa, estou muito curiosa de saber qual a receita mais escolhida.

Para facilitar a tarefa da escolha, podem ir à barra preta no cabeçalho do blog clicar na palavra Tags e escolher a receita por tema ou por ingrediente. Agora mãos à obra, ainda estão a tempo de escolher uma das muitas receitas aqui publicadas, fazê-la, publicá-la e no final haverá uma surpresa para sortear entre todos.

O que têm de fazer ?

Escolher uma receita publicada no Tertúlia de Sabores (ver TAGS na barra preta no cabeçalho do Blog).

 

Quando e Onde publicar ?

A publicação deverá ser feita nos vossos blogs, entre as 00 H e as 23,59 H do dia 20 de Novembro, mencionando de alguma forma que estão a participar neste aniversário.

 

Como poderão fazer parte da lista de participantes no passatempo ?

Para fazer parte da ronda de participantes a publicar posteriormente no Tertúlia de Sabores basta enviar-me um e-mail com os seguintes dados:

Nome ou Nickname:

Localidade e País:

Nome do Blog:

URL do Blog:

Nome da receita:

URL do Post:

Fico a aguardar as vossas participações, até lá: Bons Cozinhados!


Sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
13 de Novembro de 2009

Para quem não acompanha o Come-se da Neide, mas mesmo assim tem curiosidade de saber o que ela andou a fazer por terras lusas aqui ficam os links para as postagens dela:

Olivas e Azeites Além Tejo

Amigos de Lisboa e a Comida Goesa

Pão Alentejano e seus saquinhos

Adega Velha - Parte I

Adega Velha - Parte II

Brasil em Lisboa

Mercado da Ribeira - Os Peixes

Mercado da Ribeira - Hortaliças e Feijões

Descobri Fartura em Portugal

Espero que gostem!


Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
12 de Novembro de 2009

Eu sei que vocês estavam à espera de mais um convidado, mas vão ter que ter alguma paciência, já só faltam três convidados e acredito que dois deles só chegarão na semana que vem, por isso hoje deixo-vos as peripécias do meu jantar de ontem.

Decerto já vos aconteceu começarem a fazer o jantar, terem escolhido uma determinada receita estando convictos que tinham todos os ingredientes, depois de começarem a mexer nos tachos, os supermercados já fechados e perceberem que afinal faltavam várias coisas.

O que fazer?

Hipótese um: abrir uma lata de sardinhas.

Hipótese dois: Continuar e tentar dar a volta á coisa esperando que tudo corra bem, afinal de contas temos que comer e também não pode ser qualquer coisa. 

Depois os coentros não sabem exactamente ao mesmo que aneto, a cebola não substitui o alho francês, e queijo Philadelphia não é propriamente queijo flamengo, mas isso também não é nada de mais...

Quando finalmente pensamos que demos volta ao assunto lemos de novo a receita, o jantar já está no forno e ainda chegamos à conclusão que faltou adicionar mais uns "pózinhos" que até tínhamos, mas que nos esquecemos de adicionar. Aí é certo que começamos a duvidar das nossas capacidades, eu pelo menos duvidei das minhas, apesar do jantar estar no forno e ter um aroma bastante agradável.

Ainda bem que as receitas da Gasparzinha são bastante versáteis, permitindo alterações que conseguiram não transformar o meu jantar de ontem num caos. 

Apesar de tantas trocas e baldrocas o resultado foi bastante satisfatório, no final só sobraram as cascas e se o meu marido que também é o meu maior crítico disse que estava bom, é porque realmente estava bom. Agora pede para provar o original, por isso hoje não há receita, deixo-vos apenas a foto do jantar e se quiserem a receita o melhor mesmo é passar pelo No Soup For You e pegar a original, mas por favor façam uma lista de ingredientes para não vos acontecer o mesmo que a mim.

Só para terem a noção, eu não alterei um ou dois ingredientes, eu consegui alterar quatro ingredientes e não satisfeita esqueci-me de adicionar ainda mais dois deles, para agravar posso dizer-vos que não estava a fazer nada de memória, o portátil estava na bancada da cozinha do lado oposto do fogão, ou seja exactamente a dois passos de mim...

Desta vez ultrapassei os limites do razoável, será cansaço ?


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Quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
11 de Novembro de 2009

Mais um dia, mais uma convidada, hoje é a vez da Suzana do Blog Gourmets Amadores, apesar de não nos conhecermos, entre mim e a Suzana existem imensas afinidades.

Segundo as suas palavras:

"A dona desta cozinha não sabe fazer arroz doce, perde-se de amores pelo açucar dos figos e pelo ácido dos frutos vermelhos, não vive sem pão e sem queijo e noutra vida há-de ser um gato."

Ora para quem me conhece, sabe que estas poderiam muito bem ser palavras escritas por mim.

No Gourmets Amadores podem encontrar receitas deliciosas, algumas mesmo gourmet, valorizadas pela qualidade da fotografia e pela beleza dos textos introdutórios. A Suzana também participa no 4 por 6, com óptimas sugestões, demonstrando que se pode comer bem e ainda assim poupar.

A sua prosa é especial e merecedora de leitura atenta, se não acreditam, vejam o que me escreveu:

"Na sua sabedoria desprovida de "mel" e directa ao assunto, os dinamarqueses costumam dizer que o caminho que leva à casa de um amigo nunca é longo. Sobretudo quando o convite para cozinhar é feito em tão simpáticos termos e a ocasião se propicia. Não sou de flores e bombons quando os amigos me convidam para sua casa, mas hoje abro uma excepção e trago flores à Moira. São de comer e não me contive: pelo caminho comi duas ou três... Sorte que a minha casa é já ali ou não restaria nenhuma para a festa.

Feliz aniversário!"

Foto da autoria da Suzana gentilmente cedida para este evento.

Foto da autoria da Suzana gentilmente cedida para este evento.

 

Quiches de Caranguejo e Lima

Adaptado ligeiramente de O livro essencial dos aperitivos, KÖNEMANN

Rende: 12 mini quiches (ou uma grande)

Ingredientes:

Preparação:

Pré-aqueça o forno a 200°C. Forre com a massa um tabuleiro de empadas (ou muffins), previamente untado.

Bata os ovos ligeiramente e junte os restantes ingredientes. Tempere com sal e pimenta preta moída na altura.

Encha as formas até 2/3 da sua capacidade e polvilhe com colorau.

Leve ao forno por 20-25 minutos até a massa estar dourada.

Sirva quente.

 

* A massa pode facilmente ser feita em casa com o uso de um processador. Coloque 150 grs de farinha, 75 grs de manteiga fria em pedaços, 1 colher chá de açucar, uma pitada de sal no processador e pulse para misturar os ingredientes. Adicine 30 ml água e pulse simultaneamente até formar uma bola. Retire a massa da tigela do processador e numa superfície enfarinhada amasse duas ou três vezes. Forme um círculo, cubra com película e refrigere 30 minutos. Estenda e corte à medida (cerca de 8 cm diâmetro). O excedente da massa pode ser congelado para uso posterior ou mantido no frigorífico por 2 dias.
 

Obrigada Suzana por esta deliciosa participação, que em breve será reproduzida na minha cozinha, tenho a certeza que será do agrado de todos.


Terça-feira, 10 de Novembro de 2009
10 de Novembro de 2009

A convidada de hoje é a Elvira do Blog Elvira's Bistrô, um dos primeiros blogs portugueses que comecei a visitar faz anos.

A Elvira oferece-nos diáriamente e sempre com renovada inspiração pratos relativamente simples e diversificados, desde que se encontra nos Açores têm tido o cuidado de divulgar também a gastronomia açoreana.

Creio que já todas conhecem a Elvira e o Elvira's Bistrô, até porque ela á a mentora do Cozinhas do Mundo um site que reune os posts da maioria da blogosfera de culinária do mundo inteiro e ainda participa no projecto 4 por 6.

Estas são as suas palavras e a sua receita:

"Querida Moira,

Para o 2º aniversário da tertulia, achei que esta salada inspirada na cozinha dos “bistrots” parisienses seria uma entrada adequada para começar uma refeição de festa.

Desejo uma longa e bela vida à Tertúlia!

Beijinhos

Elvira"

Foto da autoria da Elvira gentilmente cedida para este evento.

 

Salada de Queijo de Cabra Quente - para 4 pessoas
Ingredientes:
*1 chávena = +/- 230 ml
 
Preparação:
Pré-aquecer o grelhador do forno. Forrar um tabuleiro com uma folha de papel vegetal e untar ligeiramente com azeite. Reservar.
Lavar e escovar muito bem as batatas em água fria corrente. Levar as batatas a cozer por 20-25 minutos em água temperada de sal, até ficarem cozidas mas sem se desfarem. Escorrer as batatas e passa-las sob água fria corrente. Deixar amornar e cortar as batatas em cubos, sem descascar. Reservar.
Aquecer uma frigideira anti-aderente e grelhar os palitos de bacon em seco até se apresentarem dourados de todos os lados. Retirar a frigideira do lume e reservar.
Bater o ovo com sal e pimenta num prato fundo. Colocar o pão ralado noutro prato fundo. Cortar o queijo de cabra em 8 rodelas. Mergulhar as rodelas de queijo no ovo batido e passa-las depois pelo pão ralado. Colocar as rodelas de queijo panadas no tabuleiro e reservar.
Numa tigela, bater o vinagre com a mostarda, sal e pimenta. Adicionar ¼ chávena de azeite em fio, batendo sempre com uma vara de arames até o molho ficar bem ligado e emulsionado. Reservar.
Pincelar ligeiramente as rodelas de queijo com o azeite restante. Levar ao forno até dourar, por aproximadamente 5 minutos. O queijo deve ficar quente e dourado, mas não derretido.
Misturar a rúcula com os cubos de batata e os palitos de bacon; borrifar com o molho. Dividir a salada por quatro pratos. Distribuir as rodelas de queijo quente e servir de seguida. Acompanhar com pão torrado.
Fonte : receita ligeiramente adaptada do livro Everyday Food * Great Food Fast, de Martha Stewart
 
Adorei esta saladinha, que eu já comi quando da minha passagem por França, num bistrô na cidade de Cahors, acompanhado de um belissímo vinho da região.
A Elvira fez uma excelente escolha, é uma entrada perfeita!

10 de Novembro de 2009

Acabei de empacotar o presente para o meu Amigo Invisivel deste ano e estou super feliz, não posso dizer que é um presente maravilhoso, porque o tempo é de crise, mas é algo preparado com muito carinho, bem variado e claro, ligado à gastronomia.

Entretanto dei-me conta que nunca mais falei deste assunto e que provávelmente quem me vai enviar o presente anda perdido a pensar no que eu posso ou não gostar de receber.

Antes de mais eu adoro surpresas, e gosto praticamente de tudo, adoro coisas caseiras e tradicionais, adoro tudo o que tem bolas e bolinhas, seja um simples guardanapo ou uma loiça, gosto muito de chá, de compotas caseiras, e acima de tudo sou louca por colheres de pau.

Não sei se ajudei ou compliquei, mas uma coisa é certa vou esperar ansiosamente o meu presente como qualquer criança na noite de Natal.


Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
9 de Novembro de 2009

Os convidados continuam a chegar e a encher este recanto de receitas delíciosas, a minha convidada de hoje é  a Canela do Sabores de Canela, um blog com uma fotografia cuidada e receitas muito apelativas, sendo por isso de indispensável consulta, por lá podem encontrar sugestões muito agradáveis à vista e ao palato, e dignas dos melhores chefs de cozinha.

A Canela é também uma das pessoas que eu tive o prazer de conhecer este ano quando da visita da Ameixinha a Lisboa e com quem tive oportunidade de trocar dois dedos de conversa.

As palavras agora são dela e a cozinha também:

"Com esta receita da Rose Carrarini, participo na festa de aniversário do Tertúlia de Sabores. Longa vida ao Tertúlia e à sua dona, a simpática Manuela."

Foto da autoria da Canela, gentilmente cedida para este evento.

Foto da autoria da Canela, gentilmente cedida para este evento.

 

Scones

Ingredientes:

Para 10 a 12 scones

 

Preparação:

Pré aquecer o forno a 200º. Forrar um tabuleiro de forno.

Peneire a farinha para uma tigela, depois incorpore os flocos de aveia, o fermento, o açúcar e o sal.

Junte a manteiga em pedaços e misture com os dedos, para obter um aspecto areado.

Numa taça pequena misture o xarope e o leite.

Faça uma cova na tigela da farinha antes de adicionar os líquidos.

Misture com um garfo e depois com as mãos, mas sem trabalhar muito a massa.

Quando obtiver uma pasta homogénea estenda-a num rectângulo com 3 cm de espessura na bancada polvilhada e corte círculos de 5cm de diâmetro, dispondo-os lado a lado no tabuleiro do forno (cortei círculos de 3cm com uma argola de guardanapo, renderam 22 unidades)

A massa não deve pegar se isso acontecer, junte um pouco de farinha. Se estiver demasiado dura junte leite.

Pincele os scones com o ovo batido e leve ao forno 15 a 20  minutos ou até que estejam ligeiramente dourados.

Deixe arrefecer e retire-os do tabuleiro. Sirva quente, o aroma é irresistível……

 

Notas - Estes scones têm bastante manteiga na sua composição, assim sendo acrescento apenas compota. 

A original, Scones au sirop d’erable e muitas outras deliciosas estão no livro Breakfast, Lunch and tea, receitas da Rose Bakery em Paris.

 

Obrigada Canela, esta receita cai-me que nem uma luva, ou não fosse eu fã de lanches tardios aos fins de semana, em que preguiço pela casa num repouso necessário a quem trabalha durante a semana inteira. Agora adivinhem o que vai ser o meu lanche no próximo fim de semana...


Sábado, 7 de Novembro de 2009
7 de Novembro de 2009

Não vou esconder que o Ardeu a Padaria, o Blog do João Pedro Diniz, é um dos blogs portugueses que eu mais aprecio ler, por lá não se encontram fotos maravilhosas, nem listas de ingredientes, em contrapartida podemos encontrar refeições simples, outras exóticas, ou não fosse o João "aficionado" de comida goesa, e acima de tudo podemos encontrar textos a que eu chamaria pura "gastronomia em prosa" se é que isso existe.

O Ardeu a Padaria é talvez o único blog que conheço em que uma imagem não vale mais do que mil palavras, e se não acreditam, passem por lá e percam-se pelas suas páginas.

Graças à Neide acabei por conhecer o João num almoço muito agradável de que vos falei há uns dias atrás e que a Neide relatou aqui, com as fotos e nomes das iguarias que tivemos oportunidade de provar no Tentações de Goa.

 

Hoje as Tertúlias são dele e tenho a certeza que esta cozinha fica em boas mãos.

 

"Fui à cozinha deitar na panela o grão, que foi cozido ontem, e assim se juntou ao resto do cozinhado, e vim até aqui para escrever a receita prometida à Moira, por ocasião do segundo aniversário do seu blog.
Ela por certo pensará que vou falhar ou que prometo à toa, mas a verdade é que por querer escrever algo diferente, já fiz 3 pratos cujo resultado não foi o melhor. 
Assim, fiz um ambotik muito razoável mas os sabores fortes desse preparado goês, atropelaram o discreto cantaril, que tão fresco era. 1-0 para a asneira.
Fiz umas sopas de peixe com o caldo das espinhas do mesmo cantaril, tomate, cebola e chouriço. Umas belas sopinhas com as quais reguei as fatias finas do pão alentejano, mas quando provei o sabor do chouriço sobrepunha-se ao resto retirando-lhe a frescura própria. 2-0.
Fiz umas migas de bacalhau com couve que costumam sair bem mas desta vez alguma coisa descarrilou e eu não consigo dar notícias falsas e também não me sentia bem a contar uma receita falhada numa ocasião de festa como é o caso. E vão 3.
Por fim hoje acertei. Fiz uma coisa que nunca antes fizera, e ficou um petisco daqueles que serviria ao meu melhor amigo. Vai ser comido pela família mas a receita segue direitinha para o mail da Moira. Para não faltar à verdade, só escrevo o resto depois de comer.
Com licença.

Esta mesmo bom. E é muito simples.

Levei ao lume uma caçarola com um pouco de azeite onde fritei 2 dentes de alho picados. Juntei 500g de carne de porco picada e quando esta perdeu o sua côr rosada, temperei com sal, coentros frescos picados e cebolinho picado. Depois juntei 1 copo de vinho branco e outro de caldo de galinha que tal como o grão, preparara na véspera.
Deixei o líquido reduzir até quase secar e tirei a carne do lume.
A caçarola vazia voltou ao lume, deitei mais um pouco de azeite e refoguei aí uma cebola e outro dente de alho, ambos picados. Quando o refogado alourou juntei um pouco de sal e uma masala feita com 1 colher de café de curcuma, 1 colher de chá com cominhos e o mesmo com pimentão. Misturei bem e fui juntando 2 tomates limpos e picados, ¼ de pimento verde picado, ½ cenoura em rodelas finas, 1 colher de sopa de concentrado de tomate e uma mão cheia de oregãos.
Coloquei a tampa e deixei fervilhar durante 20 minutos. Como estava a querer secar juntei 1 copo com água e deixei cozinhhar mais 15 minutos. 
Juntei o grão ( 3 chávenas ???) esperei que retomasse a fervura e deixei apurar um pouco antes de arrumar uns ovitos para escalfarem. Antes de servir juntei umas belas folhas de hortelã e, por me lembrar do que dissera o Maurício, aqueci umas fatias de pão para receberem em cima aquele guisado bem cheriroso e bem saboroso."

Enfim algo digno do aniversário. Parabéns e bom proveito!

 

João como se costuma dizer: Não há uma sem duas e não há duas sem três, neste caso e para fugir às regras é caso para dizer que não há três sem quatro.

Cá por casa estão todos os ingredientes necessários para elaborar este petisco e numa destas noites farei desta receita o nosso jantar. Obrigado por esta participação e pelo esforço.

 


Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
6 de Novembro de 2009

Enquanto aguardo mais receitinhas dos meus convidados aproveito para vos deixar mais uma das minhas receitas.

Longe vai o tempo em que cada bairro tinha a sua padaria, que saiamos cedo para comprar o pão cozido em forno de lenha que ainda morninho fazia dos nossos pequenos almoços uma verdadeira refeição.

Hoje já quase não há padarias tradicionais, o pão nas cidades já não é cozido em fornos de lenha, talvez haja excepções, não sei, mas o pão continua a marcar presença diária na maioria das mesas deste país, com este ou aquele formato, mais claro ou mais escuro, de trigo, milho ou centeio faz as delícias de muita gente.

Se me querem ver feliz dêem-me pão acabado de cozer, e se vier com umas nozes lá dentro é a felicidade completa, depois é consumir com moderação barrado com mel, compotas ou apenas manteiga. 

E enquanto espero impacientemente a chegada do novo livro do Artisan Bread que foi posto à venda nos Estados Unidos no passado dia 27 de Outubro, vou dando largas à imaginação e vou criando novas combinações de pão para o meu pequeno almoço.

Pão de Nozes

Ingredientes:

Preparação:

Misturar todos os ingredientes secos. Adicionar a água e mexer com uma colher de pau até toda a farinha ser absorvida. Deixar repousar por uma hora, tapar a taça sem fechar completamente e colocar no frigorifico até ao dia seguinte.

Com as mãos enfarinhadas moldar o pão, colocar numa forma de pão de forma forrada com papel vegetal e levar a forno quente a 180º durante 40 minutos.

Para ter a certeza que está cozido bater com a mão na base do pão se fizer um som oco está perfeito.

Nota: Para cozer o pão costumo usar uma forma de barro grés, mas pode ser cozido numa panela de ferro ou num pirex de ir ao forno.


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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
5 de Novembro de 2009

Digna representante do Reino dos Algarves, como eu carinhosamente a apelido, a convidada de hoje é a Margarida do Blog  Figo Lampo , um blog que a par com a culinária do dia a dia se esforça por difundir, e muito bem, a gastronomia algarvia.

A Margarida, é também uma das pessoas que eu já tive o privilégio de conhecer, é divertida, simpática e tem queda para versejar, assim sendo hoje temos poetiza na cozinha e a gerência do Tertúlia de Sabores está hoje por sua conta:

 

"O Figo Lampo engalanou-se e vestiu-se a rigor, como manda a comemoração.

A cozinheira arregaçou mangas e entre panelas e tachos dedicou-se à criação.
Ao lume o caldo borbulhava e o aroma não deixava enganar.
A algarvia de gema preparava um banquete que à Moira sabia ia agradar.
À saída do forno já esperava a colher que, sem demoras, se afundou sofregamente.
Provada, aprovada e fotografada estava pronta a seguir destino. Do remetente,
levava apenas uma mensagem de amizade e felicitação:
“que esta data seja sempre comemorada com alegria e boa disposição!”
E agora, para quem não conhece a nossa querida Manuela,
Resta-me dizer que a simpatia e o talento são características daquela,
Que entre a cidade e a terrinha,
sonhava com uma antiga frigideira de ferro na sua cozinha!
 

Para assinalar esta data decidi escolher uma receita típica do Algarve e, ao mesmo tempo, uma receita semelhante já publicada pela Moira. Por sorte, a primeira sopa publicada no Tertúlia foi mesmo uma sopa de peixe. Aqui fica então a minha contribuição para comemorar os dois anos deste blogue!"

Fotos da autoria da Margarida, gentilmente cedidas para este evento.

 

Sopa Folhada de Peixe
Ingredientes:
Preparação:
Numa panela leve ao lume o peixe, os camarões, uns pés de coentros, uma cebola partida ao meio, um dente de alho, a folha de louro e o sal. Retire as polpas do rabo do peixe e da cabeça. Coe a água da cozedura e reserve.
Corte a cebola em rodelas, lamine o alho e refogue no azeite. Junte o tomate, os coentros e o vinho e deixe cozinhar por uns minutos até evaporar. Passe tudo com a varinha mágica. Junte a água da cozedura e deixe levantar fervura. Adicione a massa e deixe cozinhar uns minutos. Junte as polpas do peixe e os camarões descascados.
Estenda a massa folhada, corte quatro círculos de massa folhada um pouco mais largos que a boca das tigelas refractárias onde vai servir a sopa. Pincele os rebordos das mesmas com água e tape-as com a massa folhada, unindo-as bem às tigelas.
Leve a forno pré-aquecido a 200º durante 10 minutos. Sirva de imediato.

Fotos da autoria da Margarida, gentilmente cedidas para este evento.

 

Tenho dado conta ao longo destes dias que os leitores pensam que eu tenho provado as iguarias sugeridas pelos convidados, e isso têm-me divertido, confesso que não tenho provado até porque vivemos em pontos distantes uns dos outros, mas hei-de provar, vou fazer, um a um todos os pratos sugeridos nestes dias de festa.

À Margarida um muito obrigado, dela esperava algo tradicional, porque a isso já nos habituou, mas ao presentear-me com algo tradicional e ao mesmo tempo requintado deixou-me verdadeiramente comovida.

Espero que tenham gostado de mais uma sugestão fantástica desta minha convidada.



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Dia da Cor - Beje

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